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Mulher é presa suspeita de assassinar a própria prima 

De acordo com a mãe da vítima, a filha já havia sofrido ameaças.

Uma mulher identificada apenas como Juliana foi presa nesta quarta-feira (12) suspeita de assassinar a própria prima, Leilane Maria dos Santos Lopes, a facadas no dia 4 de fevereiro, no bairro Piçarreira, zona Leste de Teresina.

A delegada Nathalia Figueiredo, titular da Delegacia de Feminicídios, informou que a prisão ocorreu após cumprimento de mandado de prisão preventiva. Juliana foi indiciada por feminicídio sem chance de defesa para vítima.

“A questão do feminicídio foi por causa do parentesco. Uma das relações do feminicídio é ter acontecido em uma situação de violência doméstica ou familiar. A Lei Maria da Penha prevê que essa questão se subentende na questão do parentesco ou com habitação relação intima de afeto. O fato da autora ser mulher não impede a prática do feminicídios. O que o crime exige é que a vítima seja do gênero mulher”, explica a delegada. 

Vítima Leilane Maria Lopes

No dia do crime, testemunhas disseram à equipe da PM que as duas tinham um histórico de desavenças, que se intensificou desde novembro do ano passado. No dia do crime, as duas discutiram novamente, ocasião em que Juliana se armou com uma faca e desferiu golpes na perna direita de Leilane, que foi socorrida Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu a gravidade dos ferimentos. 

Leilane era dependente química e possuía condenação por roubo, motivo pelo qual usava uma tornozeleira eletrônica. De acordo com a mãe da vítima, a filha já havia sofrido ameaças de Juliana e teria tentado evitar a discussão, mas foi surpreendida pela prima.   

De acordo com a delegada Nathalia Figueiredo, o pedido da prisão ocorreu por contradições no depoimento da suspeita, além do histórico entre a vítima e a agressora.

“O que nos levou ao indiciamento e representação pela preventiva foi porque existia uma situação anterior entre as duas de conflito. Os fatos que a autora nos trouxe não condizia com a realidade. Ela disse que teria tido uma discussão entre as duas e a vítima teria tentado pegar a faca que ela tinha. As testemunhas relataram que a vítima estava de costas para rua, ela surpreendeu e foi logo realizando as perfurações. Então o nosso entendimento, até mesmo para o pedido da prisão, foi em relação a essas contradições que ela nos trouxe e também porque ela já tem problemas com a mãe da vítima, já tiveram situações de agressão em relação a mãe da vítima e a mãe da vítima nos relatou que temia até mesmo pela vida dela tendo em vista que Juliana tem um perfil muito agressivo segundo as testemunha e familiares”, finaliza a delegada.

Fonte: Cidade Verde

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