A Fundação Municipal de Saúde (FMS) de Teresina prorrogou por mais 60 dias os trabalhos da Comissão Interinstitucional de Auditoria que apura a gestão dos recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados à Associação Piauiense de Combate ao Câncer Alcenor Almeida, mantenedora do Hospital São Marcos. A prorrogação foi oficializada por meio de portaria no Diário Oficial.
De acordo com o texto, a medida foi motivada pelo atraso na entrega de documentos por parte da unidade auditada e pela complexidade dos processos em análise. A presidente da comissão justificou a necessidade de mais tempo para garantir a profundidade técnica da auditoria e o cumprimento dos princípios da legalidade, eficiência e transparência na aplicação dos recursos públicos.
A comissão havia sido instituída em maio, com prazo inicial de 60 dias para conclusão dos trabalhos, prorrogáveis por igual período. O objetivo é verificar a regularidade dos repasses financeiros e a conformidade dos serviços prestados pelo Hospital São Marcos à população teresinense no âmbito do SUS.
Crise
A relação entre a Prefeitura de Teresina e o Hospital São Marcos tem sido marcada por divergências ao longo dos últimos anos, especialmente quanto aos valores pagos por serviços oncológicos. A direção da instituição já chegou a suspender parcialmente os atendimentos via SUS, alegando defasagem nos repasses e ausência de atualização contratual.
Em 2023, o impasse resultou em protestos de pacientes e ações judiciais movidas pela FMS para garantir a continuidade dos tratamentos. A Prefeitura também acusou o hospital de não prestar contas de forma adequada. Por outro lado, o São Marcos afirmou que vinha operando com prejuízos e cobrava mais diálogo com o município.
A atual auditoria é vista como uma tentativa de esclarecer os pontos de conflito, avaliar a execução dos recursos e embasar eventuais medidas administrativas ou contratuais por parte da gestão municipal.





