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Ex-chefe de gabinete de Mão Santa é preso acusado de extorsão

A prisão aconteceu na Rua Antônio José, bairro São Pedro, na cidade de Cocal, no Norte do Piauí, e foi realizada por equipes da 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, com apoio da Delegacia de Cocal

A Polícia Civil do Piauí prendeu, na noite desta segunda-feira (20), Francisco Fabrício da Conceição, de 30 anos, ex-chefe de gabinete da Prefeitura de Parnaíba da gestão Mão Santa, acusado de extorsão contra o então secretário de Governo, Fábio Barros. O crime teria ocorrido em 2023.

A prisão aconteceu na Rua Antônio José, bairro São Pedro, na cidade de Cocal, no Norte do Piauí, e foi realizada por equipes da 2ª Delegacia Seccional de Parnaíba, com apoio da Delegacia de Cocal.

O mandado de prisão preventiva, expedido pela 1ª Vara Criminal de Parnaíba, faz parte de um processo que tramita em segredo de Justiça. Segundo as investigações, Fabrício vinha mudando de endereço com frequência, o que dificultava sua localização. Informações recentes apontavam que ele atuava como assessor do prefeito de Araioses (MA) e também administrava a página “Veja Araioses Notícias”.

De acordo com o delegado Ayslan Magalhães, o crime de extorsão foi praticado contra um colega de trabalho, por meio de ameaças de exposição de segredos íntimos. À época, Fabrício ocupava o cargo de chefe de gabinete na Prefeitura de Parnaíba, mas foi exonerado ainda no mesmo dia em que o caso veio à tona.

“Esse indivíduo é ex-funcionário da Prefeitura Municipal de Parnaíba e atualmente é assessor na Prefeitura de Araioses. Então a gente deu cumprimento a esse mandado de prisão”, informou o delegado.

Ainda conforme a autoridade policial, o investigado residia temporariamente em Cocal e era considerado foragido, já que também respondia por outro processo por apropriação indébita e não comparecia aos atos processuais. O oficial de Justiça enfrentava dificuldades para localizá-lo devido à desatualização de endereço e ausência de contato.

Durante a prisão, Fabrício afirmou ao site infocopiaui.com que não tinha conhecimento prévio da decisão judicial e que acredita ser vítima de perseguição política.

“Eu tava em Cocal, num aniversário do meu filho. Tô cumprindo a decisão da Justiça. Acabei de saber pelo delegado dessa prisão preventiva, parece que é um fato de 2023, e quero crer que vai ser resolvido. Tô aqui pra provar minha inocência”, disse.

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