Os empresários Haran Santhiago Girão Sampaio e Danillo Coelho de Sousa, antigos responsáveis pela rede de postos HD, negaram participação no esquema de adulteração de combustíveis investigado pela Operação Carbono Oculto 86. A ação, deflagrada pela Polícia Civil do Piauí em parceria com o Ministério Público e o Instituto de Metrologia (IMEPI), apura fraudes na comercialização de combustíveis e possível ligação com o PCC.
Em depoimento ao Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), os empresários afirmaram que já haviam negociado a venda da rede antes das irregularidades virem à tona. Segundo eles, a HD foi transferida formalmente para a empresa PIMA Energia Participações Ltda., e, desde então, estaria sob nova administração. Ambos alegam não ter mais controle sobre as atividades operacionais do grupo.
A investigação segue em andamento, com análise de documentos, contratos e extração de dados dos celulares apreendidos. Além de Haran e Danillo, outros empresários — Moisés Eduardo Soares Pereira, Salatiel Soido de Araújo, Denis Alexandre Jotesso Villani e João Revoredo Mendes Cabral Filho — também são investigados. As autoridades buscam definir o grau de envolvimento de cada um no esquema que teria movimentado milhões de reais em adulteração e lavagem de dinheiro.

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