Política

Ministério Público aponta lista de parentes lotados na gestão de Joãozinho Félix

Além de que, requer o encaminhamento dos autos para a promotoria competente para análise de eventual prática de improbidade administrativa, crime funcional e danos ao erário

Uma lista com nomes de eventuais parentes de autoridades de Campo Maior, incluindo o prefeito Joãozinho Félix, foi enviada ao Ministério Público Estadual (MP-PI) para que seja apurada suposta prática desenfreada de nepotismo na prefeitura do município, que mais parece um feudo familiar.

As informações também serão remetidas ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI).

O autor da denúncia é o servidor público estadual e então candidato a vereador Sérgio Pereira Silva.

A lista é composta pelos seguintes nomes e informações, que deverão ser lapidadas durante as investigações:

1 – Larissa Carvalho de Vasconcelos exerceria o cargo de assessora técnica nível l na prefeitura de Campo Maior e seria cunhada do deputado estadual Doginho Félix;

2 – Lorena Carvalho de Vasconcelos exerceria o cargo de superintendente na Saúde, esposa do deputado estadual Doginho Félix, além de nora da Secretaria de Saúde, Dorilene Félix e do prefeito João Félix;

3 – Maria Heloísa Castelo Branco Coelho, exerceria o cargo subprocuradora da Secretaria de Saúde, sendo ela a esposa de João Félix Neto (filho de Dorilene Félix e Joãozinho Félix), e, portanto, nora de Dorilene Félix Vidal e João Félix;

4 – Mirella Vidal Félix de Andrade, exerceria o cargo de médica, filha do prefeito João Félix e da Secretaria de saúde Dorilene Félix;

5 – Caroline Martins Moreira Vidal Neiva, teria sido cedida do município de Várzea Grande-PI, exerceria o cargo de enfermeira, tendo vantagem no salário devido o marido Igor Vidal Neiva ser sobrinho da Secretária de Saúde, vindo a ter um tratamento salarial diferenciado;

6 – Gardenia Félix de Andrade Nóbrega, exerceria o cargo de assessora especial nível l no gabinete do seu irmão, do Prefeito João Félix, acumulando emprego a nível estadual;

7 – Mariana Nóbrega Félix Alencar exerceria o cargo de dentista na Secretaria de Saúde, sendo filha de Gardênia Félix, e sobrinha da Secretaria de Saúde Dorilene Félix e do prefeitão Joãozinho Félix;

8 – Raul Guilherme Meira de Andrade Nóbrega exerceria o cargo na Secretaria de Planejamento de assessor técnico nível l, vindo a ser sobrinho de Rosário Félix, filho de Gardênia Félix e sobrinho do Prefeito João Félix, e receberia sem trabalhar, feito que obviamente, será investigado;

9 – Gustavo Teixeira Félix de Almeida exerceria o cargo de médico na Secretaria de Saúde, vindo a ser sobrinho de João Félix e de Dorilene Felix Vidal Neiva.

10 – Gislene Andrade Freire exerceria o cargo de enfermeira na Secretaria de Saúde, vindo a ser filha de Conceição Félix, e sobrinha do prefeito João Félix.

11 – Isabelle Carvalho Coelho Vidal de Lima, exerceria o cargo de médica na Secretaria de Saúde, sendo sobrinha de Dorilene Félix Vidal.

12 – João Félix de Andrade Neto exerceria o cargo de médico na Secretaria de Saúde, vindo a ser filho do prefeito João Félix e da Secretária Dorilene Félix Vidal Neiva.

13 – Ilana Vidal Neiva Vasconcelos exerceria o cargo de médica na Secretaria de Saúde de sua tia Dorilene Félix, sendo irmã do Procurador do Município de Campo Maior.

Segundo o autor da denúncia, “além desses nomes, há diversos outros vínculos suspeitos indicados nos documentos anexos”, encaminhados ao Ministério Público.

A movimentação da gama de parentes era observada desde o ano de 2023.

Os pagamentos para os membros do grupo beneficiado teriam ocorrido não só através de cargos em comissão, mas também de contratos e prestação de serviços, em acordos que não seguiram a devida transparência, embora haja registros.

Na denúncia encaminhada ao Ministério Público é pedida a instauração de “investigação minuciosa”, “especialmente sobre os vínculos funcionais desde o ano de 2023”, para que sejam verificados e constatados os achados e identificadas eventuais práticas nada republicanas, bem como os responsáveis.

Também é pedido ao Ministério Público Estadual que atue, atue mesmo, no sentido de adotar eventuais medidas penais, civis e administrativas cabíveis contra todos os envolvidos.

O autor pede ainda a devolução integral aos cofres públicos de todos os valores recebidos ilegalmente e a nulidade de eventuais contratos, nomeações e designações realizados em desconformidade com a legislação.

Além de que, requer o encaminhamento dos autos para a promotoria competente para análise de eventual prática de improbidade administrativa, crime funcional e danos ao erário.

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