Política

MPPI aponta nepotismo cruzado e manda anular contrato em Fartura do Piauí

Segundo o MP, o filho do prefeito foi contratado pela Câmara, e a esposa do presidente da Câmara foi nomeada na prefeitura

O Ministério Público do Estado do Piauí expediu recomendação que expõe indícios de nepotismo cruzado envolvendo a Prefeitura e a Câmara Municipal de Fartura do Piauí. O documento, assinado pelo promotor Romerson Maurício de Araújo, determina a anulação imediata de um contrato firmado pelo Legislativo para prestação de serviços advocatícios.

A contratação questionada envolve o advogado Guilherme da Silva Braga, filho do prefeito Orlando Costa. Ele foi contratado por inexigibilidade de licitação. Para o Ministério Público, a escolha fere os princípios de moralidade, impessoalidade e igualdade, além de criar conflito de interesses ao colocar um parente direto do Executivo prestando serviço ao órgão responsável pela fiscalização da gestão municipal.

O MP também apontou outra situação considerada incompatível com a legalidade: a nomeação de Carmem Célia Ribeiro Santos, esposa do presidente da Câmara, Jildenor Campos, para o cargo de secretária de Meio Ambiente. A presença simultânea de familiares em funções estratégicas dos dois poderes, segundo o órgão, caracteriza suspeita de nepotismo cruzado.

A recomendação exige que o Legislativo desfaça o contrato e que o Executivo reavalie a nomeação. O Ministério Público informou que acompanhará o cumprimento das medidas e poderá adotar novas ações caso as irregularidades persistam.

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