Uma vendedora de 40 anos denunciou que foi vítima de estupro seguido de roubo na noite do último sábado (10), no bairro Gurupi, zona Sudeste de Teresina. O principal suspeito do crime é um motorista de aplicativo, que havia realizado algumas corridas para a vítima.
A mulher relatou que conheceu o motorista no dia 9 de janeiro, durante uma corrida solicitada por aplicativo. Após o primeiro contato, o homem se ofereceu como “motoqueiro de confiança”, alegando preocupação com a segurança da vítima. Como a mulher afirmou não possuir motorista fixo, ambos trocaram contatos.
“Ele fez a primeira corrida da minha casa para o meu trabalho e se ofereceu para outras corridas sem precisar solicitar pelo aplicativo. Na primeira vez que usei o aplicativo, a moto registrada era diferente da que ele estava, mas deixei passar. Depois, fizemos outras corridas do meu trabalho para casa, também sem solicitar pelo aplicativo. Após algumas corridas e mensagens trocadas, ele me convidou para sairmos para comer algo. Inicialmente recusei, mas, com muita insistência da parte dele e por confiar nas corridas anteriores, aceitei”, relatou a vítima.
Na noite do crime, a mulher afirmou que o motorista a buscou em casa e, apesar dela ter dito que não gostaria de sair do bairro, ele seguiu em direção ao bairro Gurupi. Em uma rua deserta, o homem teria anunciado o assalto, ameaçando a vítima com uma faca e obrigando-a a manter relação sexual contra a sua vontade.
“Quando nos afastamos do meu endereço, ele travou o carro e começou a agressão. Após o abuso, ele roubou meu telefone celular e, sob ameaça, exigiu a senha do aparelho. Realizou uma transferência bancária no valor de R$ 1.500, quantia que correspondia a quase todo o saldo disponível na minha conta”, acrescentou.
Após o crime, a vítima foi abandonada no local, conseguiu pedir ajuda em uma residência próxima e acionou a Polícia Militar.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela mulher, o caso está sendo investigado como estupro e roubo com emprego de arma branca. Ela foi encaminhada para atendimento especializado, e foi solicitado um exame pericial pelo Instituto Médico Legal (IML). A investigação segue sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Teresina.
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