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Motorista de aplicativo é preso com mais de 100 kg de maconha em Teresina

O delegado também alertou para o uso recorrente de motoristas de aplicativo por organizações criminosas para o transporte de entorpecentes.

Um motorista de aplicativo, de 30 anos, foi preso com mais de 100 quilos de maconha em um imóvel apontado como depósito de drogas na zona Sudeste de Teresina. A prisão ocorreu durante operação realizada na quinta-feira (23) pelo Polícia Civil e Militar.

Segundo o delegado Samuel Silveira, coordenador do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o suspeito utilizava a atividade de transporte por aplicativo como fachada enquanto atuava na logística do tráfico. Ele seria responsável por guardar a droga e realizar a distribuição para pontos de venda.

“Ele tem como aparência profissional ser motorista por aplicativo, mas, na verdade, era o responsável por guarnecer aquele ambiente, aquele depósito. Ele tinha a chave, entrava, recolhia a droga e, à medida que os pedidos aconteciam para abastecimento das bocas de fumo, ele fazia a entrega. E o detalhe: ele fazia a entrega no formato de peça, não fazia a entrega dolada, ou seja, já fracionada. Isso, naturalmente, faz crer que ele tinha contato direto com inúmeras bocas de fumo e, na chegada à boca de fumo, a droga era fracionada pelo próprio boqueiro”, explicou.

De acordo com o delegado, o homem não possuía antecedentes criminais e não tinha ligação com facções, apesar de ter sido apontado como integrante de uma associação criminosa envolvida com o tráfico de drogas.

“Esse indivíduo não é faccionado, mas é interligado a uma associação criminosa que realiza o tráfico de drogas. Dentro desse contexto, a missão dele era justamente ser o responsável por guarnecer o ambiente e fazer a entrega da peça da droga”, pontuou.

O delegado também alertou para o uso recorrente de motoristas de aplicativo por organizações criminosas para o transporte de entorpecentes.

“Não é de agora, já há algum tempo que temos percebido e alertado, até com cunho preventivo. De fato, facções criminosas têm feito uso dessa estratégia de utilizar motoristas de aplicativo para o transporte de drogas. Eventualmente, em um ou outro caso, pelas circunstâncias, pode-se crer que não haja conhecimento. Mas não é normal que não haja o conhecimento”, destacou.

Ainda segundo Samuel Silveira, as forças de segurança têm intensificado o monitoramento desse tipo de prática.

“Nós estamos atentos, com um olhar bastante profundo sobre esse tipo de procedimento, esse modus operandi, e temos feito prisões de pessoas relacionadas a essa forma de traficar. De maneira clara, não se resumem essas prisões apenas a motoristas de aplicativo que transportam, mas a toda a cadeia criminosa que temos alcançado a partir de operações policiais”, finalizou.

O Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores por Aplicativos do Piauí (SINDMAPI) informou que protocolou um ofício solicitando reunião com a Secretaria de Segurança para discutir o uso de plataformas de mobilidade por criminosos.

“Estamos com um ofício protocolado na data de ontem, solicitando uma reunião com o secretário de Segurança. A pauta chama atenção para os vários casos recentes de criminosos usando as plataformas de mobilidade urbana para cometer crimes, o que tem causado descrédito e insegurança aos usuários da plataforma”, destacou o sindicato.

A Polícia Civil e a Polícia Militar apreenderam mais de 100 quilos de maconha em um imóvel utilizado como depósito de drogas na zona Sudeste de Teresina. A ação ocorreu nesta quinta-feira (23), durante operação integrada das forças de segurança.

De acordo com a polícia, o local não funcionava como residência e era usado exclusivamente para armazenar entorpecentes. Além da maconha, foram encontrados materiais relacionados ao tráfico, como balanças de precisão e itens para embalagem da droga.

Os policiais chegaram ao imóvel após perseguirem um suspeito apontado como responsável pelo local. Durante a abordagem, os agentes encontraram inicialmente cerca de dois quilos de maconha com ele.

“Quando ele abriu a porta, já foi possível visualizar a grande quantidade de droga armazenada no interior do imóvel”, disse Samuel Silveira.

Segundo o delegado Samuel Silveira, o imóvel havia sido alugado há cerca de dois meses, e a polícia investiga em nome de quem o contrato foi firmado.

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