Política

“Sou 100% favorável”, diz Marcelo Castro sobre fim da escala 6×1

Ao ser questionado sobre a proposta que tramita no Congresso Nacional para dar fim ao regime de trabalho na escala 6x1, o candidato afirmou ser favorável à aprovação.

O candidato à reeleição ao Senado Federal pelo Piauí, Marcelo Castro (MDB), foi o convidado da sabatina realizada pela Rede Meio Norte nesta quarta-feira (26).

Ao ser questionado sobre a proposta que tramita no Congresso Nacional para dar fim ao regime de trabalho na escala 6×1, o candidato afirmou ser favorável à aprovação.

“Essa é uma proposta do presidente Lula, que defende isso com todas as forças, e eu sou 100% favorável ao fim da escala 6×1. Então, estamos advogando uma nova escala de trabalho, 5×2, e entendemos que, na nova era da tecnologia, da informática, da digitalização e de amplos setores, não há necessidade de as pessoas trabalharem seis dias e só terem um dia de folga”, afirmou.

Castro afirmou que ainda há uma indecisão sobre se a PEC será apreciada antes ou depois das eleições. De acordo com ele, a expectativa é que a decisão ocorra em setembro, por “ampla maioria”.

“Estamos seguros de que, agora, no início de setembro, iremos pôr fim à escala 6×1 e vamos aprovar, por imensa maioria, no Senado, tendo pouquíssimos votos contrários”, completou o atual senador.

O candidato respondeu por que deveria ser escolhido pela população dentre os outros candidatos ao Senado. Segundo ele, durante seu mandato, foram investidos R$ 5 bilhões no Piauí, algo que, segundo afirmou, nunca foi feito por outro parlamentar piauiense.

“Acho praticamente impossível outro senador na história do Piauí ter trazido tantos recursos como eu trouxe. Eu tive duas oportunidades: como presidente da Comissão de Orçamento e depois como relator-geral do Orçamento”, afirmou.

Castro também afirmou que teve importante participação no orçamento para o governo Lula. “O Lula esteve em Teresina e publicamente me agradeceu, dizendo que eu tinha salvado o mandato dele, porque, se eu não tivesse sido o relator, ele não teria orçamento para começar o ano”, afirmou.

Ele também reforçou ter investido R$ 2 bilhões na estruturação de estradas no Piauí, principalmente na região do Cerrado.

O prefeito de Teresina, Silvio Mendes (União Brasil), declarou apoio a Castro e Ciro Nogueira (PP) na corrida eleitoral. Os candidatos são de bases políticas opostas.

Ao ser perguntado sobre a decisão do prefeito, Marcelo afirmou manter uma boa relação com Silvio e que o apoio é uma escolha individual.

“Isso é absolutamente normal. Hoje, o Brasil tem um multipartidarismo muito grande e é praticamente impossível você ter controle sobre todos os membros do partido. A escolha não é feita por nós. Nós somos escolhidos. Então, que poder eu tenho de influenciar o voto do Silvio Mendes?”, afirmou.

O candidato também elogiou o aliado político. “Sem dúvidas, o Silvio é um grande amigo meu. Eu tenho muita simpatia e afinidade com o Silvio e uma admiração por ele. São qualidades essenciais que um político tenha”, afirmou.

Além disso, Marcelo respondeu se isso não causaria um certo desentendimento no eleitorado e se não teria que explicar tal posição à população. “Eu não tenho que explicar. O Silvio é que tem que explicar, ele é que me escolheu”, finalizou.

Castro comentou sobre o apoio do MDB aos candidatos que disputam a corrida presidencial e sobre a cobrança de fidelidade dos aliados. De acordo com ele, o partido se manteve neutro e o apoio eleitoral muda de acordo com as relações em diversas regiões do Brasil.

“O MDB é um partido muito complexo e grande. É um partido que tem em seu estatuto que os diretórios estaduais têm a liberdade de tomar suas decisões, não há uma ordem unida. Por exemplo, a nível nacional, a tendência no Norte e no Nordeste é ficar alinhada com o Lula, já no Sul e Sudeste é ficar aliado à linha do Bolsonaro”, afirmou o candidato.

Ele também afirmou que, apesar da neutralidade do MDB a nível nacional, no Piauí o apoio é para Lula “desde sempre” e que a legenda não mantém uma relação de conveniência com o presidente.

“O nosso alinhamento, no Piauí, é com o presidente Lula. Desde sempre. Só que não somos, do lado do Lula, aqueles amigos de ocasião, amigos de oportunidade”, afirmou Marcelo.

Castro defendeu a autonomia do Poder Legislativo ao ser perguntado sobre os conflitos envolvendo as emendas parlamentares e a transparência em relação ao eleitor. Para ele, uma democracia só funciona corretamente quando os três Poderes estão alinhados. O candidato também defendeu a transparência.

“Total e absoluta. Aliás, sou o autor do projeto de resolução que limitou o orçamento secreto, que era sem limite. Hoje não existe mais orçamento secreto e todos os recursos que os parlamentares destinam no Brasil têm o nome do parlamentar.”

Ao defender um Legislativo mais autônomo e independente, o candidato afirmou que é preciso dosar as relações entre os Poderes e que o diálogo é fundamental.

“O que precisamos é dosar para que não exista uma hipertrofia do Legislativo sobre os outros Poderes. Como o Poder Legislativo sempre foi subjugado pelo Executivo, a ascensão do Legislativo está incomodando um pouco as pessoas. Por isso, é preciso diálogo.”

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