
Uma mulher identificada apenas como Janaína foi presa na quarta-feira (26) em Piracuruca, no Norte do Piauí, enquanto assistia a uma aula de curso técnico. Segundo a Polícia Civil, ela é investigada por envolvimento no assassinato do agricultor Francisco Pereira da Rocha, conhecido como “Chico Sapato”, morto a tiros em 13 de janeiro deste ano, na zona rural de José de Freitas.
Durante a prisão, os policiais encontraram mais de R$ 7 mil em um carro. Segundo o delegado Bruno Ursulino, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Janaína seria responsável pela coordenação de atividades de um grupo criminoso ligado ao homicídio e a outros crimes na região.
“Com a evolução da investigação do homicídio que ocorreu em José de Freitas no dia 13 de janeiro, a gente consegue chegar às pessoas que compõem o grupo criminoso do qual aqueles indivíduos que assassinaram o Chico Sapato fazem parte”, explicou.
Conforme o delegado, a investigação apontou que Janaína teria participado da estrutura de apoio ao grupo. Ela teria adquirido um sítio, onde, juntamente com Janildo Amaro de Oliveira, conhecido como “Galego”, hospedava integrantes do grupo e custeava alimentação e outras despesas.
“Ela é uma das pessoas responsáveis pela coordenação da expansão territorial. Ela, juntamente com o Janildo, que era conhecido como Galego, hospeda esse pessoal. São eles que levam a questão dos subsídios de alimento e demais despesas que eles faziam”, afirmou.
Ainda segundo o delegado, Janaína tinha conhecimento sobre a localização de armas e a movimentação de drogas. Ela também teria atuado na arrecadação de valores em pontos de venda de drogas em José de Freitas.
“Ela fazia a convocação de pessoas pertencentes a esse grupo para fazer a arrecadação do valor que tinha para ser feito junto às bocas de fumo que eram articuladas por esse grupo na cidade de José de Freitas”, disse.
O delegado afirmou que o grupo também estaria envolvido em crimes de pistolagem, tráfico de drogas e roubos e receptação de motocicletas.
Com a prisão de Janaína, chega a seis o número de pessoas presas no decorrer da investigação sobre a morte de Chico Sapato. Segundo o DHPP, Francisco Douglas, conhecido como “Bigodinho”, e Jefferson William são apontados como executores do homicídio.
Francisco Alves, conhecido como “São Pedro”, é apontado como olheiro e teria avisado aos executores sobre a aproximação da vítima. Além deles, a mãe de Francisco Douglas e a esposa de Jefferson foram presas anteriormente por tráfico de drogas.
O sexto integrante seria Janildo Amaro de Oliveira, o “Galego”, apontado como coordenador do grupo e mandante do assassinato. Ele foi morto durante um confronto com equipes do Batalhão Especial de Policiamento do Interior (Bepi), em 27 de janeiro, na cidade de Luzilândia.
Outros integrantes do grupo deixaram o Piauí após as primeiras prisões e retornaram ao Rio Grande do Norte. As informações serão compartilhadas com a Polícia Civil daquele estado.
Conforme a investigação, Chico Sapato foi morto após integrantes do grupo acreditarem, de forma equivocada, que ele havia informado à polícia sobre o local onde pistoleiros estavam escondidos na zona rural de José de Freitas.
“Esse grupo criminoso pensava que ele é que teria dado o local onde os pistoleiros desse grupo se encontravam na zona rural de José de Freitas”, explicou.
Francisco Pereira da Rocha, conhecido como “Chico Sapato”, foi assassinado a tiros no dia 13 de janeiro, na zona rural de José de Freitas. Ele trafegava de bicicleta quando foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta, que efetuaram vários disparos.
A vítima foi atingida por aproximadamente seis tiros e chegou a ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos.
As investigações apontaram que o crime teria sido encomendado por Janildo, o “Galego”, por R$ 5 mil, além da quitação de uma dívida relacionada à venda de porcos. Segundo a polícia, os executores receberam armas e suporte logístico para cometer o assassinato.
O DHPP informou que Francisco Douglas e Jefferson foram os responsáveis pelos disparos, enquanto São Pedro teria indicado o momento em que a vítima se aproximava de casa.
Ainda conforme as investigações, os executores tinham envolvimento com tráfico de drogas e roubos de motocicletas. O inquérito sobre o homicídio foi concluído, segundo o DHPP.




