
O escrivão da Polícia Civil do Piauí Carlos Alberto Pimentel foi condenado a 17 anos, 10 meses e três dias de prisão por liderar uma associação criminosa responsável, segundo a Justiça, pelo desvio e comercialização de veículos apreendidos sob custódia policial. A sentença foi proferida pelo juiz Thiago Carvalho Martins, da Vara Única de Porto, no Norte do Piauí.
De acordo com a decisão, os crimes ocorreram entre 2018 e 2019, quando Pimentel trabalhava na delegacia de Porto. Conforme a sentença, ele se aproveitava da ausência do delegado para desviar os veículos do pátio da unidade.
As investigações apontaram ainda que o escrivão contava com a participação de outras duas pessoas: o mecânico Ronaldo Rocha e o bacharel em Direito Bruno Machado. Os dois também foram condenados a pouco mais de dois anos de prisão, mas tiveram as penas substituídas por medidas restritivas de direitos, como prestação de serviços à comunidade, conforme previsto no Código Penal.
De acordo com a decisão, Carlos Alberto facilitava o acesso às motocicletas apreendidas e forjava boletins de ocorrência para dar aparência de legalidade aos veículos desviados.
Ainda segundo a sentença, Ronaldo Rocha utilizava sua oficina para reformar os veículos, enquanto Bruno Machado atuava na captação de compradores.
A pena de Carlos Alberto Pimentel foi fixada em 17 anos, 10 meses e três dias de reclusão, em regime inicialmente fechado.
Como consequência da condenação, a Justiça também determinou a perda do cargo público ocupado pelo escrivão.




