Equipes da saúde, segurança e Vigilância Sanitária se reuniram nesta segunda-feira (06) para construir o protocolo do estado para casos de intoxicação por metanol. Em Parnaíba, um caso segue em investigação. A reunião aconteceu na sede da Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI).
Após a reunião, o secretário Estadual de Segurança Pública, Chico Lucas, afirmou que vai responsabilizar os profissionais de saúde do Piauí que não notificarem caso de intoxicação por metanol.
Chico Lucas informou que foi criada uma sala de situação composta por entidades como a Secretaria Estadual de Saúde, Vigilância Sanitária, Lacen, Departamento de Polícia Científica, Polícia Civil e Ministério Público Estadual. Equipe vai atuar nos casos de emergência em que o estado for notificado pelo consumo humano de metanol.
“Os profissionais têm dever legal de notificar. Caso não há essa notificação, pelo risco que isso envolve, inclusive vamos apurar daqueles que não notificarem porque a administração do antídoto só vai ser possível com a notificação no Centro de Informação de Medicina e Vigilância Sanitária”, afirmou Chico Lucas.
Segundo o Perito-Geral de Polícia Científica do Piauí, Dr. Antônio Nunes, o processo de identificação do metanol é feito por meio de cromatógrafo gasoso, um instrumento analítico que separa, identifica e quantifica os componentes de uma amostra. O Piauí possui o material necessário para realizar os exames, e a ideia agora é que esse processo seja feito de forma ágil, devido à gravidade do tema.
“Todos os órgãos envolvidos, se tiverem um chamado, devem avisar o outro. Também estamos às ordens dos departamentos de polícia. A ideia é que todos ajam juntos. Questão de laboratórios, é feito em cromatógrafo gasoso. Temos três no Piauí e estão chegando mais dois que já foram comprados. Vai um para Parnaíba e outro para Floriano. Então teremos esse teste também no interior. Temos equipamentos, peritos treinados e fazemos exames de álcool todo dia. Nesse exame também encontramos o metanol. Não temos o costume de fazer em garrafas, mas o método está sendo desenvolvido aqui e também faremos com líquidos engarrafados”, explica.
O grupo está sendo chefiado pela diretora de Vigilância Sanitária do Piauí, Tatiana Chaves. Em nível nacional, o Ministério da Saúde já criou um protocolo e divulgou, na noite de domingo (05), que há 16 casos confirmados e 209 em investigação em todo o país.
Ao todo, são 13 estados com casos notificados: Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pernambuco, Paraná, Rondônia, São Paulo, Piauí, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Paraíba e Ceará. Os estados da Bahia e Espírito Santo tiveram os casos registrados descartados.
O diretor do IML também informou que, no final de semana, um paciente com sintomas de distúrbio visual chegou a um hospital particular de Teresina. Ele apresentou sintomas suspeitos de intoxicação, porém não foi colhido material para análise. O paciente foi liberado horas depois.
O gestor faz um alerta para que os hospitais realizem, de forma correta e precisa, a coleta de amostras em casos suspeitos. Isso é essencial para a identificação de contaminações e o rastreamento de possíveis focos.
“Sinais e sintomas bem compatíveis com a situação, só que infelizmente a informação que temos é que não foi coletado material para comprovar, mas a notícia é que ele estaria bem e recebeu alta. Reforçamos que os hospitais privados e públicos do Piauí entendam a importância de fazer a coleta adequada. Tubos de tampa cinza, pelo menos 12 ml. Pode olhar os protocolos do Ministério da Saúde. Na internet temos o site do Departamento de Polícia Científica, onde tem o link para toxicologia, se tiver dúvida. E que se faça esta coleta para que possibilite que a gente possa fazer o exame”, aconselha.
O Instituto Médico Legal (IML) está analisando o material coletado do caso suspeito de contaminação por metanol na cidade de Parnaíba, no litoral do Piauí. Além desse caso, as bebidas apreendidas no Sul do estado também serão analisadas no IML de Teresina.
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