Empresário é preso suspeito de contratar faccionados para torturar ex-funcionário no Piauí
De acordo com as investigações, o empresário acreditava que a vítima havia furtado itens de seu estabelecimento. Outros dois homens, apontados como os executores das agressões, também foram presos
Um empresário, identificado como Edson Flor, foi preso pela Polícia Civil do Piauí, nesta terça-feira (21/10), suspeito de contratar membros de uma facção criminosa para torturar um ex-funcionário em Altos, município da região metropolitana de Teresina.
De acordo com as investigações, o empresário acreditava que a vítima havia furtado itens de seu estabelecimento. Outros dois homens, apontados como os executores das agressões, também foram presos.
A ação foi deflagrada pela Secretaria da Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da Polícia Civil e da Polícia Militar, dentro do Pacto pela Ordem, e teve como objetivo cumprir 32 medidas cautelares, entre mandados de prisão e busca e apreensão, contra integrantes de uma organização criminosa envolvida em homicídios, roubos e tráfico de drogas na região.
Segundo o delegado Laércio Evangelista, coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), as investigações mostraram que a facção vinha utilizando falsas ações sociais, como a distribuição de brinquedos no Dia das Crianças, para cooptar jovens da comunidade e fortalecer o grupo.
“Continuaremos firmes no combate a essas organizações, a fim de evitar a prática de delitos por parte desses indivíduos e proporcionar mais tranquilidade à população”, afirmou o delegado.
O delegado Charles Pessoa acrescentou que os líderes da facção ordenavam a execução dessas supostas ações solidárias, determinando locais, quantidades e responsáveis pela entrega dos brinquedos. As atividades eram registradas em vídeo e enviadas ao comando do grupo como prova de “trabalho social”.
“A facção tem buscado utilizar falsas ações sociais para cooptar jovens e conquistar apoio dentro das comunidades. Isso é uma forma de manipulação e um claro desafio à autoridade do Estado. A resposta da Segurança Pública é firme: temos tolerância zero com qualquer tentativa de fortalecimento do crime organizado no Piauí”, ressaltou.
A operação contou com apoio do BEPI, BOPE, FEISP, BOPAER, da Diretoria de Polícia Metropolitana, Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e Diretoria de Inteligência da SSP-PI.

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