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Polícia intensifica perícia digital e deve expor elo entre Sol Pessoa e grupo político

O material é tratado sob sigilo judicial, respeitando as normas da cadeia de custódia e a integridade das provas

A Polícia Civil do Piauí iniciou a fase de extração e análise de dados dos celulares apreendidos de Suelen Pessoa (Sol Pessoa), Marcus Almeida, Mauro José e Rafael Thiago, investigados na Operação Gabinete de Ouro. O procedimento, conduzido pelo Departamento de Combate à Corrupção (DECCOR), busca identificar trocas de mensagens, registros financeiros e documentos digitais que possam comprovar a existência de um esquema de desvios e favorecimentos políticos na Prefeitura de Teresina, durante a gestão do ex-prefeito Dr. Pessoa.

Os investigadores afirmam que a análise do conteúdo digital deve revelar uma estrutura organizada de comunicação e repasse de recursos, com detalhamento de contatos, transferências e supostas tratativas envolvendo agentes públicos e particulares. A perícia utiliza softwares avançados de recuperação e decodificação de dados, capazes de reconstituir mensagens apagadas, rastrear metadados e mapear o fluxo de informações entre os suspeitos. O material é tratado sob sigilo judicial, respeitando as normas da cadeia de custódia e a integridade das provas.

Fontes ligadas à investigação descrevem o clima interno como de expectativa e tensão. Isso porque os resultados da perícia podem alcançar o núcleo político do grupo e revelar interferências diretas dentro do Palácio da Cidade, núcleo de poder da antiga gestão. A Polícia Civil já adiantou que o laudo técnico preliminar será apresentado nos próximos dias e poderá fundamentar novas medidas judiciais, como quebras de sigilo bancário e novas fases da operação, caso os indícios confirmem a relação entre o grupo e o uso indevido de verbas públicas.

Saiba quem são os investigados da Operação Gabinete de Ouro
Deflagrada no dia 14 de outubro de 2025, a Operação Gabinete de Ouro apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e “rachadinhas” na Prefeitura de Teresina. Foram cumpridos quatro mandados de prisão temporária e sete de busca e apreensão na capital.

Os investigados são:
Suelen Pessoa (Sol Pessoa)
Marcus Almeida;
Mauro José;
Rafael Thiago.

De acordo com o DECCOR, o grupo teria controlado contratações e pagamentos de terceirizados, desviando parte dos valores em benefício próprio. A investigação partiu de uma denúncia anônima que apresentou um dossiê detalhando o funcionamento das “rachadinhas”, além de apontar a participação de um empresário identificado como o “magnata dos terceirizados”, responsável por operacionalizar as transações e distribuir propinas. A operação segue em andamento.

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