A Polícia Civil do Piauí (PC-PI) solicitou a prorrogação do inquérito contra Sol Pessoa, ex-chefe de gabinete do prefeito Dr. Pessoa, e outras três pessoas. O grupo, alvo da Operação Gabinete de Ouro, é suspeito de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro durante a antiga gestão da Prefeitura de Teresina.
“Pedi a prorrogação da investigação porque tinha a necessidade. Tem muito material analisado, muito celular que está chegando aos poucos e está sendo feita a análise do conteúdo, sendo confrontado os dados”, informou o delegado Ferdinando Martins, coordenador do Departamento de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Deccor).
A investigação do caso foi iniciada há quase um ano, após uma denúncia anônima apresentar um dossiê detalhando um suposto esquema de corrupção com práticas como rachadinhas, cobrança de vantagens indevidas e recebimento de propina, o que levou ao cumprimento de mandados de busca, apreensão e de prisão temporária dos suspeitos.
Durante os cinco dias de prisão, os investigados prestaram depoimentos por videoconferência. Sol Pessoa admitiu que recebia “ordens superiores” e que pessoas ligadas ao primeiro escalão da gestão passada poderiam ter sido beneficiadas pelo esquema, mas negou que os recursos fossem para ela própria.
Além das prisões, a operação resultou no sequestro de bens, valores e veículos durante as diligências realizadas em sete endereços na cidade de Teresina. No total, o valor do bloqueio de bens adquiridos ilicitamente pelos investigados foi de mais de R$ 75 milhões, o que inclui uma casa de alto padrão, um apartamento e um terreno.
Conforme as investigações, os ocupantes de cargos estratégicos na Prefeitura utilizavam servidores comissionados e terceirizados, que também foram alvos da operação, como operadores financeiros da empreitada criminosa. As ações da organização criminosa envolviam principalmente construtoras e prestadoras de serviço.
Todas as pessoas envolvidas no esquema de rachadinha e movimentações financeiras irregulares:
Suelene da Cruz Pessoa (Sol Pessoa) – ex-chefe de gabinete do ex-prefeito.
Rafael Thiago – servidor público da Prefeitura.
Mauro José – servidor terceirizado, ex-motorista da gestão.
Marcus Almeida – empresário e ex-servidor terceirizado.
A TV Cidade Verde teve acesso a prints de conversas entre o empresário Marcus Almeida e Sol Pessoa, apontada pela Polícia Civil como responsável pelo controle do dinheiro do esquema de lavagem de dinheiro e rachadinha ocorridos dentro do gabinete do ex-prefeito Dr. Pessoa, entre os anos de 2020 e 2024.
Nas trocas de mensaens, Sol Pessoa pede para Marcus Almeida, que era servidor terceirizado, para “agilizar” nomes de pessoas para que elas passem a ser comissionadas em secretarias. Em um dos pedidos, ela solicita que uma pessoa seja lotada na Secretaria Municipal de Cidadania, Assistência Social e Políticas Integradas (Semcaspi), com salário de R$ 4 mil.

.gif)




