CPI aponta 14 anos sem licitação e cobra mudanças na coleta de lixo em Teresina
Desde 2011, a prefeitura opta por contratos emergenciais sucessivos, prática que os membros da comissão classificam como irregular e prejudicial ao planejamento da limpeza pública
A investigação conduzida pela CPI do Lixo revelou que Teresina segue, há quase 14 anos, mantendo a coleta e o transporte dos resíduos urbanos sem qualquer processo licitatório formal. Desde 2011, a prefeitura opta por contratos emergenciais sucessivos, prática que os membros da comissão classificam como irregular e prejudicial ao planejamento da limpeza pública.
O relator do colegiado, vereador Deolindo Moura (PT), afirma que essa estratégia prolongada elevou os custos do serviço e comprometeu sua eficiência. Ele ressalta que a falta de concorrência pública impede a modernização do setor e se tornou um comportamento repetido por três administrações municipais. Para o parlamentar, a cidade permanece presa a um modelo improvisado que não atende mais às necessidades da população.
A minuta final do relatório já está sendo finalizada e deve ser oficialmente apresentada na próxima semana. O documento vai reunir os achados da comissão e sugerir providências institucionais, incluindo medidas que pressionem o município a realizar finalmente uma licitação ampla e transparente para reorganizar o sistema de coleta de resíduos.
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