Ministros rejeitam proposta da Câmara que reduz jornada, mas mantém a escala 6×1
Para eles, a medida é insuficiente se não garantir aos trabalhadores tempo real para resolver seus problemas, desfrutar lazer e cuidar da família
Ministros do governo federal anunciaram nesta terça-feira (02), oposição ao parecer do deputado Luiz Gastão (PSD-CE), que propõe reduzir a jornada de trabalho para 40 horas semanais mantendo a escala 6×1. Para eles, a medida é insuficiente se não garantir aos trabalhadores tempo real para resolver seus problemas, desfrutar lazer e cuidar da família.
“Não adianta só reduzir a jornada, é necessário também que os trabalhadores tenham um tempo para resolver os seus problemas, tempo de lazer, tempo de cuidar da sua família”, declarou a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann em coletiva à imprensa.
A PEC 8/25 propõe jornada de quatro dias de trabalho e três de descanso, estabelecendo limite de 36 horas semanais, e extingue a escala 6×1. O debate busca avaliar os impactos da atual escala na saúde, na qualidade de vida e nas relações sociais dos trabalhadores. Já o texto do deputado federal Luiz Gastão, relator da Subcomissão da Escala 6×1, reduz a jornada de trabalho para 40 horas semanais, mas mantém a escala 6×1.
Gleisi estava acompanhada do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), autor da primeira proposta de emenda à Constituição (PEC) sobre o tema na Câmara (PEC 221/2019), e da deputada Daiana Santos (PCdoB-RS), autora do projeto de lei 67/2025, que também propõe a redução da jornada de trabalho de 44 horas semanais para 40 horas.
“Nós fomos surpreendidos pelo relatório da subcomissão. Então, vamos seguir defendendo essa posição do fim da escala de trabalho 6 x 1, sem redução do salário, no parlamento, na sociedade, nas ruas, e dialogar com o conjunto dos parlamentares. É uma pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira em todas as pesquisas”, disse o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos.
O texto do parlamentar deve ser votado nesta quarta-feira (03), na Câmara dos Deputados, em uma subcomissão que analisa o tema. Em seguida, se aprovada, a matéria será levada à discussão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.
De acordo com a ministra da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, Gleisi Hoffmann, essa é uma bandeira muito importante do governo do presidente Lula. “Depois da isenção de pagamento do Imposto de Renda para quem recebe salário até R$ 5 mil, o fim da escala 6×1 ajuda a garantir qualidade de vida à maioria dos trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”, disse Gleisi.
.gif)





