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Inquérito sobre lavagem bilionária de facção criminosa em postos do Piauí é prorrogado

A apuração veio a público em novembro de 2025 e, segundo a polícia, ainda demanda análises técnicas em andamento

O inquérito da Operação Carbono Oculto 86, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 5 bilhões envolvendo postos de combustíveis ligados à facção criminosa, teve o prazo prorrogado. A confirmação foi feita pelo delegado Laércio Evangelista, do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO). A apuração veio a público em novembro de 2025 e, segundo a polícia, ainda demanda análises técnicas em andamento.

De acordo com o DRACO, nas últimas semanas foram realizados apenas levantamentos telemáticos e laudos relacionados às fraudes identificadas ao longo da investigação. O departamento informou que, até o momento, não há previsão para a conclusão do inquérito, diante da complexidade do esquema e do grande volume de dados financeiros e empresariais analisados

A Operação Carbono Oculto 86 foi deflagrada em (05/11) de 2025 e resultou na interdição de 49 postos de combustíveis no Maranhão, Tocantins e Piauí, sendo a maioria em território piauiense. As investigações apontam que o PCC atuava na importação irregular de combustíveis, com fraudes fiscais, emissão de notas frias e uso de laranjas, fintechs e holdings para ocultar recursos. À época, o secretário de Segurança Pública do Piauí, Chico Lucas, afirmou que a facção escolheu o estado por acreditar em menor fiscalização e baixo risco para movimentações financeiras ilegais.

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