Política

Senasp e OAB discutem estratégias contra fraudes de falsos advogados

Os casos afetam não apenas profissionais da advocacia, mas também cidadãos que aguardam decisões ou pagamentos relacionados a processos judiciais

O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), se reuniu com presidentes estaduais e conselheiros federais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), para discutir estratégias de enfrentamento a crimes em que estelionatários se passam por advogados e utilizam informações de processos judiciais para aplicar fraudes e obter vantagens financeiras.

Crimes, que segundo o ministro Wellington César Lima e Silva, da Justiça, têm se tornado cada vez mais sofisticados, demandando uma ação mais coordenada das instituições de segurança e do sistema judiciário. Para a OAB, os casos afetam não apenas profissionais da advocacia, mas também cidadãos que aguardam decisões ou pagamentos relacionados a processos judiciais.

Geralmente, os criminosos entram em contato com as vítimas por aplicativos de mensagem, ou por telefone, munidos de dados de processos e nomes de advogados, dando aparência de legitimidade. Em alguns casos, pedem até transferências financeiras, sob o pretexto de pagamento de taxas ou liberação de valores judiciais.

O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, enfatizou a necessidade de ouvir as experiências dos estados e da advocacia para aprimorar as estratégias de enfrentamento e disse que “a ideia é ouvir quem está lidando diretamente com o problema, entender os desafios e avaliar como o MJSP pode contribuir com ações e projetos que fortaleçam o combate a essas fraudes”.

Os participantes também destacaram a necessidade de envolver instituições financeiras, operadoras de telefonia e plataformas digitais para acelerar a identificação de contas usadas em crimes e viabilizar o bloqueio de valores obtidos de forma ilícita.

Outro ponto abordado foi a necessidade de ampliar medidas de prevenção e proteção de dados, já que os criminosos frequentemente utilizam informações disponíveis em processos judiciais ou sistemas públicos para construir narrativas convincentes e induzir vítimas ao erro.

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