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TJ determina soltura do trader com uso de tornozeleira eletrônica no Piauí

O advogado de defesa, Djalma Filho, garante que a prisão foi ilegal e não provas contra o Ceo.

A desembargadora do Tribunal de Justiça do Piauí, Maria do Rosário de Fátima Leite Dias, determinou a soltura do trader Douglas Fonseca que ficou preso por 10 dias. Na sentença, a magistrada determina que ele use tornozeleira eletrônica.

O fundador e CEO do DF Group, Douglas Fonseca, e mais nove investigados foram presos por um suposto esquema de golpes contra investidores, tiveram a prisão temporária convertida em preventiva e agora foram soltos.

O advogado de defesa, Djalma Filho, garante que a prisão foi ilegal e não provas contra o Ceo. Segundo ele, há uma aberração jurídica, já que existe dois inquéritos para investigar a mesma denúncia.

Segundo o inquérito, o trader lesionou 5.750 pessoas, envolvendo 12 mil contratos, provocando um prejuízo de R$ 350 milhões. Ele nega golpe e disse a delegada que irá ressarcir todas as vítimas. A polícia investiga crime de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

“Durante a semana houve alguns incidentes. O inquérito precisa ser concluído em 10 dias, eles dia 13 houve pedido de renovação de prisão temporária e dia 15 convenção em prisão preventiva. Estou querendo entender o que justifica entre os dias 13 e 15 a renovação, muito menos para a conversão de prisão. Houve a ordem de soltura porque o TJ entendeu que é desnecessário essa renovação e conversão”, disse Djalma Filho.

Segundo o advogado, a Polícia não justificou o motivo da prisão. Ele informou que o trader foi solto ontem.

O advogado disse que mesmo com a decretação de soltura, seu cliente ficou 24 horas preso ilegalmente. “A defesa vai procurar responsabilização”, disse.

De acordo com as investigações da PC-PI, o grupo atraía investidores prometendo rentabilidade de até 10% ao mês, percentual considerado incompatível com o mercado financeiro. Além disso, a empresa não possuía autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para atuar no mercado de capitais.

Deflagrada no último dia 10 de julho, a operação resultou na prisão de dez pessoas e na apreensão de veículos, armas de fogo, documentos, joias, relógios e outros bens. Também foi interditado um escritório utilizado pelo grupo DF Trader para a prática das atividades criminosas.

Segundo Matheus Zanatta, desde o início da operação, o número de denúncias cresceu rapidamente, com vítimas em diversos estados, com mais de mil Boletins de Ocorrência registrados.

Além das investigações sobre o esquema de fraude, a Polícia Civil instaurou um inquérito para apurar a prática de lavagem de dinheiro. O objetivo é localizar bens e valores que possam ser bloqueados para garantir eventual ressarcimento às vítimas.

Durante a operação, a polícia apreendeu veículos de luxo, relógios de alto valor, armas de fogo, documentos, contratos e outros materiais que passarão por análise durante a investigação.

O delegado Matheus Zanatta informou que também foram determinados bloqueios de ativos financeiros dos investigados. No entanto, segundo ele, nas contas do empresário Douglas Fonseca foi encontrado um valor considerado baixo.

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