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Nova vítima denuncia psiquiatra por assédio sexual em Teresina

Até o momento, 26 mulheres manifestaram que tiveram a privacidade invadida pelo profissional, destas, nove formalizaram a denúncia. A defesa do médico informou que ele ainda não foi ouvido.

Uma nova vítima procurou a Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher (DEAM-PI), no Centro de Teresina, na tarde desta quinta-feira (5), e denunciou o médico psiquiatra Eurivan Sales Ribeiro por assédio sexual. Até o momento, 26 mulheres manifestaram que tiveram a privacidade invadida pelo profissional, destas, nove formalizaram a denúncia.

A defesa de Eurivan Sales Ribeiro disse que o médico ainda não foi ouvido e que deve aguardar a conclusão do inquérito. Caso ele seja indiciado, a defesa diz que irá provar a inocência dele.

De acordo com as advogadas Adélia Barros e Dalva Fernandes, representantes das vítimas, mais quatro mulheres manifestaram nesta quinta-feira terem sido assediadas pelo médico e afirmam que vão registrar a denúncia formal ainda esta semana.

Entre as mulheres que denunciaram o médico, segundo a advogada das vítimas, estão uma professora da Universidade Federal do Piauí, uma jornalista e uma delegada aposentada do Maranhão.

Investigação
Ao g1, a delegada Tânia Gonçalves, responsável pela DEAM, informou que o caso tramita desde de setembro de 2021. Ela assumiu a investigação do caso nessa quarta-feira (4) e revelou que inicialmente convocou todas as vítimas para prestar depoimento.

“O caso estava com a delegada Luana Alves, da Delegacia da Mulher da Zona Sudeste, e começou a ser colhido os depoimentos e evidências. Assumi o caso agora e já marquei um depoimento para hoje. Com a repercussão do caso na mídia, novas vitimas já apareceram e agora estamos retomando as investigações”, afirmou a delegada.

Assédio sexual
Segundo a advogada Dalva Fernandes, os relatos das vítimas mostram que o médico agia sempre do mesmo modo com as pacientes. A suspeita é que os crimes tenham ocorrido no próprio consultório do psiquiatra.

Em entrevista à TV Clube, uma das vítimas contou que procurou o psiquiatra para tratar um quadro de depressão que ela desenvolveu após o término de um relacionamento. Ela disse que notou algumas falas estranhas por parte do médico nas duas primeiras consultas, mas pensou que não seria nada de mais. Na terceira vez que ela foi até o consultório, a situação agravou.

“Quando eu voltei, que eu tive esse ataque de pânico, que eu não me dei bem com a medicação na terceira vez, ele me pediu para me auscultar. Ele pediu licença para pegar em mim. Só que quando eu fui me levantar, ele disse: ‘me dê aqui sua mão’. E aí eu peguei na mão dele, ele me levantou, me botou de frente para ele e já me fez umas perguntas que foi onde eu me senti muito com a minha privacidade invadida. Ele me perguntou ‘Você é fogosa na cama?’”, relatou a vítima.

Profissional continua atuando
Enquanto a investigação policial segue, o médico psiquiatra continua atendendo. Um procedimento administrativo foi instaurado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM) para investigar se houve algum delito durante exercício da profissão.

Em nota, o CRM-PI não comentou sobre o caso e apenas informou que sindicâncias e os processos éticos-profissionais nos conselhos regionais e federal tramitam em sigilo processual, devendo tal sigilo ser resguardado pelas partes e respectivos advogados.

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