Toffoli prorroga inquérito sobre agressão a Moraes em aeroporto
PF ainda não analisou imagens de câmeras de segurança que registraram episódio.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogou por 90 dias o inquérito que investiga uma agressão ao ministro Alexandre de Moraes, também da Corte. Toffoli atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), que ainda não analisou as imagens do episódio, ocorrido em julho, no aeroporto de Roma, na Itália.
As imagens das câmeras de segurança do aeroporto chegaram ao Brasil no início de setembro, mais de um mês e meio após o episódio. Segundo o colunista do GLOBO Lauro Jardim, as gravações mostram que o empresário Roberto Mantovani Filho deu um tapa em Alexandre Barci de Moraes, de 27 anos, filho do ministro. Além dele, são suspeitos de calúnia, injúria, desacato e perseguição ainda sua mulher, Andréia Munarão, e o genro do casal, Alex Zanatta.
Mantovani Filho negou, em depoimento à PF, que tenha agredido o filho de Moraes. O empresário admitiu, contudo, ter agido para “afastá-lo” de sua esposa, como uma maneira de defendê-la de “ofensas pesadas”.
Na decisão desta quinta-feira, Toffoli também tirou o sigilo do inquérito, com exceção das imagens das câmeras. Para o ministro, “não há razão para expor envolvidos e terceiros, que aparecem nas cenas captadas, devendo-se preservar, na espécie, seus direitos à imagem e à privacidade”.
Em representação enviada à PF, que movitou a abertura do inquérito, Moraes relatou que estava na área de embarque do aeroporto quando Andréia Munarão se aproximou e deu início aos xingamentos. Em seguida, Roberto Mantovani Filho “passou a gritar e, chegando perto do meu filho, Alexandre Barci de Moraes, o empurrou e deu um tapa em seus óculos. As pessoas presentes intervieram e a confusão foi cessada”.
Também no documento, o ministro disse que, momentos depois, “a esposa Andréia e Alex Zanatta, genro do casal, retornaram à entrada da sala VIP onde eu e minha família estávamos e, novamente, começaram a proferir ofensas”. Moraes não estava acompanhado de escolta policial no momento da abordagem, quando voltava de uma palestra na Universidade de Siena, onde participou de um fórum internacional de Direito.
Fonte: O Globo
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