Corretor de imóveis é preso pela PF com dinheiro falso em Teresina
O GP1 obteve, com exclusividade, informações detalhadas da ação, que contou com apoio dos Correios.

A Polícia Federal prendeu em Teresina, na manhã desta quarta-feira (04), um corretor de imóveis identificado como Jorge Rodrigues Marques, 23 anos, flagrado com dez cédulas falsas de R$ 100. Ele foi preso em um apartamento de um condomínio situado no bairro Novo Horizonte, zona sudeste da capital.
O GP1 obteve, com exclusividade, informações detalhadas da ação, que contou com apoio dos Correios, que, por sua vez, havia encaminhado ofício à PF nessa terça-feira (03), informando a identificação de uma encomenda com suspeita de conter cédulas falsas. A apuração se deu mediante inspeção do pacote em máquina de raio-x.
Munidos de todas as informações, agentes da PF acompanharam um funcionário dos Correios até o endereço de Jorge Rodrigues, onde o pacote seria entregue. No momento em que o corretor iria receber a encomenda, os policiais interviram e deram voz de prisão ao acusado.
O pacote foi enviado de Brasília (DF) e tinha como remetente uma pessoa identificada como Everton Silva Mendes.
O que diz o acusado
Em depoimento à PF, Jorge Rodrigues informou aos policiais que havia comprado o dinheiro falso por meio do aplicativo Telegram e que pagou, via pix, R$ 150,00 pelo envio de R$ 1.000,00 – dez notas falsas de cem reais.
O acusado admitiu ainda ter pago mais R$ 130,00 pela remessa de mais R$ 1.000,00 em cédulas falsas, remessa que ainda não foi entregue.
Identificação das notas falsas
A Polícia Federal realizou uma perícia nas notas apreendidas, que atestou se tratarem de cédulas falsas. Foram realizados exames por intermédio de observação direta e mediante o uso de instrumentos óticos adequados (lupas manuais, aparelhos documentoscópicos com iluminação artificial emergente, incidente, rasante e ultravioleta e réguas milimetradas), verificação de tipos e qualidade de impressão, qualidade do papel e demais elementos de segurança, segundo os procedimentos sistematizados pelo Instituto Nacional de Criminalística.
A PF concluiu que as cédulas analisadas foram impressas por tecnologia jato de tinta em papel de qualidade inferior ao oficial e nelas foram simulados os elementos de segurança, marca d’água, fio de segurança, faixa holográfica e fibras e impressões luminescentes à radiação ultravioleta.
Acusado foi solto
O juiz federal Agliberto Gomes Machedo concedeu liberdade provisória a Jorge Rodrigues, durante audiência de custódia realizada na tarde desta quarta (04). Ele poderá responder pelo crime de moeda falsa, cuja pena varia de três a 12 anos de reclusão e multa.
Fonte: GP1
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