Câmara tem bate-boca durante votação sobre ambulantes
A discussão ocorreu durante a votação do projeto enviado pela prefeitura para 'regularizar a situação dos vendedores ambulantes na capital'.

Os vereadores Antônio José Lira (Republicanos), líder do governo na Câmara Municipal de Teresina (CMT), e Gustavo de Carvalho (PSDB), integrante da base, bateram boca durante sessão na manhã desta terça-feira (17). A discussão ocorreu durante a votação do projeto enviado pela prefeitura para ‘regularizar a situação dos vendedores ambulantes na capital’.
O bate boca aconteceu após o vereador Gustavo de Carvalho não assinar com a base para que a matéria fosse votada em regime de urgência e ter sido chamado de traidor. O parlamentar afirmou que estava à disposição do prefeito e do líder de governo para “ir para a oposição”.
“Sou totalmente independente. Meu mandato foi conquistado com muito trabalho”, disse. Depois, o Antônio José Lira começou a responder ao colega, mas foi interrompido pelo mesmo. “Você não está construindo base, está desconstruindo, seja homem, você não é homem não”, disse Gustavo de Carvalho.
Depois, em coletiva, o líder do governo na CMT, vereador Antônio José Lira, fez críticas ao colega. “Hoje faltou um voto. Quem não votou? Um traidor dos ambulantes, um traidor do prefeito, um traidor de nome Gustavo de Carvalho”, declarou.
“Ele disse que não ia votar contra a classe. Aí eu pergunto, ele é de onde? Ele não é dos ambulantes? Ele não conta a história bonita dele dos ambulantes? Que história é essa de vir hoje votar contra os ambulantes?”, questionou Antônio José Lira.
Para o líder do governo, quem se opõe ao projeto passa a imagem de que ele irá provocar uma “invasão” do Centro da cidade, por parte dos ambulantes. “O projeto é de Teresina. O prefeito quer regulamentar, quer regrar, consertar o que os outros não fizeram”, disse.
Em entrevista à TV Clube, Gustavo de Carvalho voltou a se manifestar sobre o ocorrido:
“Eu não quero falar de traição, porque traição não é coisa de pessoas honestas, digna, que tem uma história. O que eu penso é que se ele quer construir, política é feita de construção, não da forma como está se fazendo, sem diálogo, sem respeitar os princípios, porque eu tenho os meus, eu não posso jogar fora. Então se ele está desconstruindo isso dentro da Câmara, então ele está empurrando os vereadores para a oposição”, declarou.
A sessão foi encerrada e o projeto não foi votado.
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