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PM acusado de matar policial tem prisão preventiva decretada

Juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani de Vasconcelos considerou que, solto, policial oferece riscos. Além disso, avaliou que está comprovada a autoria do crime.

A Juíza Maria do Perpétuo Socorro Ivani de Vasconcelos, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, decretou a prisão preventiva do policial militar Valério de Sousa Caldas Neto. Ele é acusado de matar a tiros o policial civil Alexsandro Cavalcante Ferreira no dia 12 de setembro.

O crime aconteceu em Parnaíba, litoral do Piauí, onde o acusado estava preso temporariamente. A prisão temporária foi prorrogada uma vez e, no último dia 10, a juíza decretou que o PM fique preventivamente preso.

Conforme a decisão, foi avaliada a comprovação de materialidade e autoria do crime, além do risco considerado com a possível concessão de liberdade ao policial.

O juiz Sávio Ramon Batista da Silva, da 1ª Vara Criminal da Comarca de Parnaíba, havia prorrogado a prisão a pedido da Delegacia de Facções, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) de Parnaíba. Ao g1, o delegado Maycon Kaestner informou que a investigação no momento ainda aguardava análises do vídeo do crime e da perícia feita no local do crime.

Perícia no local do crime

Na noite do dia 5 de outubro, a Delegacia de Facções, Homicídios e Tráfico de Drogas (DFHT) de Parnaíba realizou uma perícia no local da morte do policial civil Alexsandro Cavalcante Ferreira, de 45 anos.

“Diante de novas informações e análise do vídeo do crime, a investigação foi avançando. Solicitamos uma perícia de local de crime complementar para esclarecer algumas dúvidas que ficaram no depoimento do autor”, explicou o delegado Maycon Kaestner, da DFHT de Parnaíba.

Durante a perícia, os peritos analisaram a dinâmica do crime ocorrido em setembro deste ano. Foi utilizado o próprio veículo do policial militar, analisadas as distâncias e ângulos, e feitas várias sequências do assassinato.

PM disse que vítima apontou arma

Durante depoimento, o policial militar Valério de Sousa Caldas Neto alegou que a vítima estava andando em atitude suspeita e teria apontando uma arma durante abordagem, por este motivo atirou duas vezes.

O PM afirmou que durante a madrugada do dia 12 de setembro avistou Alexsandro andando sozinho na rua com um capuz e achou sua atividade suspeita e resolveu seguir o rapaz.

O suspeito então afirmou que encontrou o policial civil em uma rua, quando ele teria andado em sua direção e puxado uma arma. Em reação, o PM disse que atirou duas vezes contra Alexsandro.

O policial militar relatou também que não conhecia a vítima e nem sabia que ele era policial civil. Após os disparos, o suspeito contou ter pego a arma de Alexsandro e resolveu voltar para casa e ligar para seu supervisor.

Alexsandro foi encontrado morto na rua de sua casa, no residencial Caminhos da Alvorada. Alex, como era conhecido, estava lotado na Delegacia da Mulher (Deam) de Parnaíba.

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