Câmara de Teresina discute cassação após condenação de Tatiana Medeiros
Depois da decisão, a defesa informou que a sentença é "absolutamente injusta" e informou que irá recorrer da decisão.

A Câmara Municipal de Teresina ainda não definiu quais medidas adotará após a condenação da vereadora Tatiana Medeiros (PSB) pela Justiça Eleitoral. A presidência da Casa informou que qualquer posicionamento oficial só será tomado após o recebimento formal da notificação judicial.
Em nota emitida antes da sentença, a defesa da vereadora informou que a parlamentar enfrenta problemas de saúde, agravados pela tramitação do processo judicial. Segundo o documento, Tatiana Medeiros precisou de atendimento emergencial recente em unidade hospitalar de Teresina e apresenta quadro que exige acompanhamento psiquiátrico especializado, diante de fragilidade emocional. Confira a nota completa no fim desta matéria.
Depois da decisão, a defesa informou que a sentença é “absolutamente injusta” e informou que irá recorrer da decisão.
Tatiana Medeiros foi sentenciada a 19 anos, 10 meses e 7 dias de prisão por crimes eleitorais e financeiros. A decisão também alcança outros sete réus, apontados pela Justiça como integrantes de um esquema estruturado de compra de votos nas eleições de 2024, em Teresina.
A assessoria jurídica do Legislativo municipal deve analisar a sentença, que possui mais de 200 páginas e detalha o suposto esquema de corrupção eleitoral. Segundo a decisão, haveria uma organização com divisão de tarefas, incluindo captação de eleitores, controle de votos e movimentações financeiras, tendo a parlamentar como líder do grupo.
A Justiça rejeitou os pedidos da defesa, que alegava irregularidades no processo, e considerou válidas as provas apresentadas durante a investigação.
Há expectativa de uma reunião na Câmara ainda nesta manhã para discutir o posicionamento do Legislativo, especialmente quanto à possível perda de mandato. Internamente, a avaliação é que, mesmo com a possibilidade de recursos, há uma decisão judicial em vigor que precisa ser analisada e, se necessário, cumprida.
O Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual a vereadora é filiada, também adota cautela e informou que aguarda orientação jurídica antes de tomar qualquer medida.
Nos bastidores, a tendência é que a Mesa Diretora seja acionada para deliberar sobre o cumprimento da decisão, caso a cassação do mandato seja confirmada. A Procuradoria da Casa acompanha o caso e avalia os desdobramentos legais.
Tatiana Medeiros foi presa em abril do ano passado e atualmente cumpre prisão domiciliar, após período de detenção no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Após o afastamento, a Câmara levou mais de 60 dias para convocar o suplente, que assumiu a vaga pelo PSB.
Com a condenação em primeira instância, a definição sobre os próximos passos do Legislativo municipal deve ocorrer nos próximos dias, conforme o andamento das comunicações oficiais da Justiça Eleitoral.





