
Um homem identificado pelas iniciais S.E.S.F. foi conduzido pela Polícia Civil do Piauí, na tarde desta quarta-feira (20), suspeito de administrar um perfil no Instagram utilizado para divulgar conteúdos ligados a facções criminosas em São Raimundo Nonato e região. Durante a ação, realizada no bairro Alto do Cruzeiro, os policiais também apreenderam um celular e uma munição deflagrada de calibre 9 milímetros.
A operação foi executada pela Delegacia Seccional de São Raimundo Nonato, em apoio ao Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão.
Segundo as investigações, as redes sociais estariam sendo utilizadas como ferramenta para disseminação de ameaças, intimidação e recrutamento de novos integrantes para organizações criminosas.
A ação integra a Operação Último Story, deflagrada pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí. Ao todo, foram cumpridos 34 mandados judiciais em cidades do Piauí e do Maranhão.
No Piauí, as medidas ocorreram em Teresina, Floriano, São Raimundo Nonato, Picos, Piripiri e São José do Peixe, totalizando 27 mandados. Já no Maranhão, as ações foram realizadas em São Luís, Santa Inês, Buriti, Aldeias Altas e no povoado São Francisco, somando sete ordens judiciais.
As investigações identificaram o uso sistemático das redes sociais como instrumentos de propaganda criminosa, recrutamento de integrantes, disseminação de mensagens de intimidação, coordenação de atividades ilícitas e fortalecimento da estrutura da organização criminosa.
Durante o trabalho investigativo, também foram constatadas publicações contendo exibição de armas de fogo, símbolos associados à organização criminosa, mensagens de apologia ao crime, demonstrações de domínio territorial e conteúdos voltados ao aliciamento de jovens.
O delegado Charles Pessoa destacou que a operação representa mais uma ação estratégica das forças de segurança no enfrentamento às organizações criminosas que atuam no Piauí e no Maranhão.
“Identificamos a utilização das redes sociais como ferramenta para disseminação de ameaças, intimidação e até recrutamento de novos integrantes. Seguiremos intensificando esse trabalho em todo o estado, em consonância com as diretrizes do governador Rafael Fonteles e do secretário de Segurança Pública, Antonio Luiz, com atuação técnica, planejamento estratégico e integração entre as forças de segurança”, pontuou o delegado.
A Polícia Civil alertou ainda para os riscos da interação com redes sociais ligados ao crime. Segundo a corporação, compartilhar ou apoiar esse tipo de material pode gerar responsabilização criminal, incluindo crimes de apologia ao crime e participação em organização criminosa, cuja pena máxima pode chegar a 40 anos de reclusão.
A Operação Último Story contou ainda com apoio da Diretoria de Polícia do Interior (DPI), Diretoria de Inteligência da SSP, Núcleo de Operações com Cães (NOC/FEISP), Delegacias Seccionais de Floriano, Canto do Buriti, Uruçuí e Oeiras, além da Polícia Militar do Piauí, por meio do BOPAER e do 3º BPM, e da Polícia Civil do Maranhão.






