Política

Vereadores repercutem crise no Hospital São Marcos e cobram entendimento

O presidente da Câmara, Enzo Samuel (PV), afirmou que a prioridade deve ser garantir a continuidade dos atendimentos.

A suspensão do atendimento a novos pacientes oncológicos do SUS no Hospital São Marcos mobilizou o debate na Câmara Municipal de Teresina. Vereadores defenderam uma solução imediata para evitar prejuízos aos pacientes, mas apresentaram avaliações diferentes sobre as causas da crise e os caminhos para resolver o impasse entre a instituição e a Prefeitura de Teresina.

O Hospital São Marcos anunciou na última sexta-feira (3) a suspensão da entrada de novos pacientes oncológicos pelo SUS. A unidade apresentou os dados nesta segunda-feira (06) e cobrou um maior repasse do Estado e Município. O hospital já havia adotado medida semelhante em 2025, quando alegou dificuldades financeiras relacionadas aos repasses do município.

O presidente da Câmara, Enzo Samuel (PV), afirmou que a prioridade deve ser garantir a continuidade dos atendimentos.

“O momento agora é tentar superar esse impasse. É o primeiro passo. Tentar superar esse impasse para que os atendimentos não sejam suspensos, para que as pessoas que precisam de atendimento oncológico sejam recebidas e atendidas. Depois, é preciso resolver definitivamente esse problema para que isso não aconteça mais”, afirmou.

Já o vereador Dudu (PT) defendeu uma redistribuição da assistência oncológica no estado e afirmou que o modelo atual precisa ser revisto.

“Hoje, 100% do câncer infantil é tratado no Hospital São Marcos. Nós precisamos de uma repactuação para direcionar pacientes também para outras instituições. Não dá para o São Marcos, toda vez, ameaçar suspender os serviços enquanto município e Estado entram em conflito. É preciso identificar onde está o gargalo e descentralizar a oncologia no Piauí”, declarou.

O parlamentar também lembrou que auditorias realizadas por órgãos de controle apontaram falhas na gestão de recursos da instituição, segundo informações divulgadas pela própria Prefeitura de Teresina, e defendeu que o município reveja a pactuação dos serviços de oncologia, atualmente concentrados na capital.

O impasse entre o Hospital São Marcos e a Prefeitura de Teresina se arrasta há anos e já motivou protestos de pacientes, ações judiciais e auditorias envolvendo os contratos do SUS.

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