Política

Ex-assessor de Ciro e ex-secretário de Silvio é alvo de operação contra o PCC

Entre os locais vistoriados estão a residência de Haran, em um condomínio de luxo, e o escritório do Posto HD, no edifício Manhattan, na zona Leste da capital

A Polícia Civil do Piauí cumpriu mandados de busca e apreensão, nesta terça-feira (4/11), em endereços ligados ao empresário Haran Santhiago Girão Sampaio, em Teresina. A ação faz parte da Operação Carbono Oculto 86, que apura um esquema de lavagem de dinheiro e fraudes fiscais no setor de combustíveis.

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Entre os locais vistoriados estão a residência de Haran, em um condomínio de luxo, e o escritório do Posto HD, no edifício Manhattan, na zona Leste da capital.

Ligação com ex-assessor de Ciro Nogueira
A investigação aponta que Haran Sampaio teria transferido R$ 230 mil para Victor Linhares de Paiva, ex-assessor político de Ciro Nogueira (PP-PI) e ex-secretário municipal de Articulação Institucional de Teresina.

O depósito foi feito em dezembro de 2023, em uma conta aberta por Linhares na fintech BK Bank — instituição identificada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público de São Paulo como canal de lavagem de dinheiro do PCC, segundo apurações da Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto deste ano.

Relatórios do Coaf mostram que o valor foi logo transferido para outra conta em nome de Linhares, sem novas movimentações, o que levantou suspeitas de uso apenas para a transação.

A coincidência entre o depósito e a venda da rede de postos HD Petróleo, pertencente a Haran Sampaio e Daniel Coelho de Souza, também é alvo da investigação. A negociação foi realizada com um fundo administrado pela Altinvest, empresa já citada em investigações sobre o mesmo esquema.

Victor Linhares é apontado como aliado político de Ciro Nogueira Silvio Mendes e cotado para disputar uma vaga nas eleições de 2026.

Empresas de fachada e ocultação de patrimônio
De acordo com relatório da Polícia Civil, a operação busca esclarecer o uso de empresas de fachada e possíveis conexões entre grupos empresariais locais e fundos investigados por lavagem de capitais.

Após a venda, os postos da antiga rede HD Petróleo passaram a operar como Rede Diamante, controlada pela Pima Energia, empresa criada dias antes da compra e ligada a um fundo administrado pela Altinvest.

A polícia também apura sobreposição de registros e compartilhamento de estrutura física entre empresas do grupo, o que pode indicar tentativas de ocultar a origem dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro.

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