O Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) concluiu o inquérito que investiga a morte de Emilly Yasmyn Silva Oliveira, 24 anos, em dezembro deste ano. Hilton Carvalho e Carlos Roberto foram indiciados no final de semana por feminicídio majorado e ocultação e destruição de cadáver. Na manhã desta quinta-feira (18) foi registrado que o Ministério Público aceitou e denunciou os dois pelos crimes citados. Os dois permanecem presos.
O delegado Jorge Terceiro detalhou que Hilton foi apontado como autor único do feminicídio. Ele foi responsável por contratar Emilly Yasmin, e após uma discussão por valores aplicar um mata leão na garota de programa. Em seguida, ele pegou um fio metálico e estrangulou a vítima.
“Os dois indivíduos foram indiciados, um deles pelo feminicídio majorado, pelo meio cruel contra a jovem, e também pela ocultação e destruição de cadáver, e o outro indivíduo por ter auxiliado na ocultação e destruição indiciado por esse crime, como autor direto também da ocultação. O procedimento foi concluído, remetido ao Poder Judiciário. Todos os laudos já foram concluídos e também já se encontram com o Poder Judiciário”, afirma o delegado.
Segundo a polícia, pela manhã, ele pediu o carro de um vizinho emprestado, alegando que precisava ir a uma consulta. Com o carro, Hilton colocou o corpo de Yasmin no porta-malas e foi a casa de Carlos Roberto, conhecido como Nenem, que o ajudou a ocultar o cadáver.
Hilton é casado e a polícia também conseguiu identificar que a esposa dele não sabia do crime. Ela desconfiou apenas de um lençol que havia sumido. Segundo a investigação, o lençol foi utilizado para enrolar o corpo de Emilly. No dia do crime, Hilton estava sozinho na residência.
Os dois atearam fogo no corpo em um terreno. O cadáver da jovem foi encontrado cinco dias depois. O laudo cadavérico não conseguiu apontar a causa da morte, devido ao corpo ter sido carbonizado. O exame de identidade conseguiu comprovar que o corpo pertencia a Yasmin, após o pai da jovem fornecer material genético.
“A causa da morte no cadavérico, ela foi inconclusiva porque o estado de deterioração, de destruição do corpo foi tamanho que nem mesmo o médico perito do IML conseguiu chegar à causa da morte direta. Mas se comprovou através dos laudos que o cadáver, a ossada foi encontrada com um fio ao redor da coluna cervical, ao redor da região do pescoço, um fio metálico, que condiz com o que consta dos laudos, que ele teria usado isso para matar a jovem com um estrangulamento. Mas realmente em razão da destruição total, dos tecidos moles do corpo, ficando apenas a ossada, não foi possível o médico analisar nenhum tipo de tecido, porque todos os tecidos do corpo foram destruídos, foram incinerados”, finaliza o delegado.
Emilly Yasmin era natural de Petrolina (PE) e trabalhava como garota de programa. A jovem havia vindo à capital para atender clientes. Ela saiu por volta das 18h de domingo (07) dizendo a amigas que iria encontrar um rapaz. Depois disso, não respondeu mais mensagens e teve a localização desligada.

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