Aumento do IPTU em Teresina gera reação da CDL e Sinlojas: ‘compromete economia’
As entidades afirmam que o reajuste pode afetar o empreendedorismo, a manutenção de empresas e a geração de empregos
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Teresina e o Sindicato dos Lojistas do Comércio do Estado do Piauí manifestaram preocupação com o aumento do IPTU em 2026 na capital Teresina. As entidades afirmam que o reajuste pode afetar o empreendedorismo, a manutenção de empresas e a geração de empregos.
Segundo as entidades, a base de cálculo utilizada para definir o valor venal dos imóveis foi elaborada na gestão anterior, encerrada em 2024, sem considerar fatores como depreciação dos imóveis, mudanças em áreas comerciais e a situação econômica atual.
Na avaliação das entidades, a metodologia resultou em valores “incompatíveis com o valor real de mercado dos imóveis”, com impacto direto sobre o setor produtivo. O comércio foi apontado como um dos segmentos afetados pela cobrança.
As entidades afirmam que o efeito é mais visível em regiões centrais, que registram redução de atividades comerciais. Para o setor lojista, o aumento do imposto “pode acelerar o fechamento de empresas, dificultar a abertura de novos negócios e incentivar a migração do comércio para plataformas digitais e operações fora de Teresina”.
Outro ponto apresentado é que o IPTU incide sobre o patrimônio e não sobre a renda. Segundo as entidades, o reajuste levanta questionamentos sobre “razoabilidade, capacidade contributiva e caráter não confiscatório da tributação”, quando os valores não acompanham o mercado imobiliário local.
As entidades também citam índice de inadimplência próximo de 30% no pagamento do imposto. Para elas, o dado indica que parte dos contribuintes não consegue arcar com os valores cobrados e aponta necessidade de revisão do modelo adotado.
Diante do cenário, as entidades defendem a realização de um estudo técnico em todas as zonas da cidade para revisar os valores do imposto e propor mudanças na política tributária.
A CDL Teresina e o Sindilojas afirmam que a capital precisa de medidas voltadas ao ambiente de negócios, com “segurança jurídica, simplificação de processos e racionalidade fiscal”, com foco no desenvolvimento econômico.






