Política

Fabrício Loiola, da PRF no Piauí, deverá ser candidato a deputado federal

Em carta aberta, ele afirmou que encerra a função “com o coração cheio de gratidão e a consciência tranquila de quem entregou tudo o que podia e um pouco mais”.

O superintendente da Polícia Rodoviária Federal no Piauí, Fabrício Loiola, confirmou na manhã desta quinta-feira (2) que deixou o cargo. Loiola assumiu a superintendência no Piauí em novembro de 2024. Ainda não há informações sobre quem deve assumir o posto. O gestor deve anuncia sua pré-candidatura a deputado federal pelo Republicanos.

Em carta aberta, ele afirmou que encerra a função “com o coração cheio de gratidão e a consciência tranquila de quem entregou tudo o que podia e um pouco mais”.

O ex-gestor declarou que assumiu o posto, “em um dos momentos mais desafiadores da história recente da instituição”, com “riscos, pressões e incertezas”, e disse que a atuação foi baseada em “estratégia, respeito e compromisso real com a vida”.

Segundo ele, em 2025 a gestão adotou medidas com uso de dados e tecnologia.

“Integramos videomonitoramento com inteligência artificial para combater o crime em diversos pontos do Estado. Reduzimos abordagens desnecessárias, retirando o peso da pressão sobre o efetivo e o cidadão, investimos em inteligência e integração entre instituições”, afirmou.

No balanço apresentado, foram citados resultados como “recordes de apreensão de drogas”, “aumento na recuperação de veículos roubados”, “combate a crimes ambientais” e “mais de 100 milhões de reais de prejuízo ao narcotráfico”. Ele também destacou “redução da mortalidade nas rodovias”.

Na carta, Loiola afirmou que a gestão priorizou os policiais. “Redirecionamos investimentos para melhorar as condições de trabalho nas unidades operacionais, fortalecendo a base da nossa atuação: o policial da pista”, escreveu.

O ex-superintendente também mencionou ações sociais e declarou que buscou ampliar o diálogo com instituições.

Ao encerrar a carta, Loiola disse que inicia “uma nova etapa” e que pretende “questionar um modelo de segurança pública que considero obsoleto e ultrapassado”. Ele acrescentou que o objetivo é “elevar o debate de modernização da legislação, estratégia, tecnologia e procedimentos”.

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