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Casal denuncia constrangimento após ser impedido de entrar na Selfit em Teresina

Até o momento, a rede de academias não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Um casal de clientes da Selfit em Teresina denunciou ao El Piauí uma série de transtornos, constrangimentos e falta de suporte após realizar a mudança de plano contratual, que deveria garantir acesso a diferentes unidades da empresa.

Segundo relato, o problema começou no último dia 14 de abril, quando os dois treinavam na unidade localizada no bairro Jóquei Clube. Por questões de logística com o personal trainer, decidiram utilizar outra unidade da mesma rede, situada na Avenida Frei Serafim. No entanto, ao chegarem ao local, foram impedidos de entrar.

De acordo com o casal, a recepcionista informou que o plano contratado era do tipo “light”, que não permite acesso a outras unidades. Diante disso, eles retornaram imediatamente à unidade de origem para realizar o upgrade para o plano “plus”, que, segundo o contrato, garante livre acesso a todas as academias da rede.

“Pagamos pela alteração, o valor foi debitado de imediato, e confirmamos com a equipe que poderíamos frequentar qualquer unidade, conforme previsto no plano”, relatam.

Apesar da mudança e da confirmação, o problema persistiu. No dia 16 de abril, ao tentarem treinar na unidade da Avenida Frei Serafim, tiveram novamente o acesso negado. Segundo o casal, a gerente do local, identificada como Ana afirmou que não poderia resolver a situação e orientou que buscassem atendimento exclusivamente na unidade onde o contrato foi alterado.

Ainda segundo o relato, o atendimento foi marcado por descaso e falta de empatia. “Fomos tratados com indiferença. A gerente disse que não podia fazer nada, que deveríamos resolver em outra unidade, e ainda zombou da situação. Ficamos extremamente constrangidos”, afirmam.

O casal afirmou ter tentado acessar as unidades diversas vezes — cerca de oito tentativas — sem sucesso, mesmo após o pagamento do novo plano. Eles alegam que houve falha na prestação do serviço, ausência de suporte adequado e desrespeito ao consumidor.

Diante do ocorrido, os clientes buscam esclarecimentos da empresa e não descartam formalizar denúncia junto aos órgãos de defesa do consumidor, como o Procon, além de possíveis medidas judiciais para garantir seus direitos.

Até o momento, a rede de academias não se manifestou oficialmente sobre o caso.

Direitos do consumidor
Especialistas destacam que, em situações como essa, o consumidor tem direito à prestação adequada do serviço contratado. Caso haja falha, é possível exigir o cumprimento da oferta, reembolso ou até indenização por danos morais, especialmente quando há constrangimento público.

O caso reforça a importância de transparência, comunicação eficiente e respeito no atendimento ao cliente, especialmente em serviços contínuos como academias.

A reportagem permanece aberta para posicionamento da empresa.

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