APPM aprova teto de R$ 350 mil para municípios contratarem shows
Segundo o presidente da APPM, 97% dos prefeitos eram a favor de definir um teto para contratação de shows artísticos.

Para evitar ações judiciais e disputa entre municípios por cachês artísticos, a APPM (Associação Piauiense de Municípios) aprovou um teto de R$ 350 mil para contratações de shows no municípios do estado. O valor será aplicado a partir de 1º de julho, após as festividades juninas.
Antes da votação, a APPM realizou uma enquete sobre qual valor colocaria como teto se R$ 300 mil, R$ 400 mil ou R$ 500 mil. Após discussão, a proposta de R$ 350 mil foi a mais aceita.
A ideia é sair uma normativa com apoio do Tribunal de Contas do Estado do Piauí (TCE) e Ministério Público para valer para os municípios e o estado.
O prefeito de São Félix, Joseilson Pio, disse que o valor de R$ 350 mil é razoável para os pequenos municípios.
“Os municípios que não têm condições, como é o caso do meu município, de arcar com uma festa de alto custo, a gente recebe pressão popular porque alguns municípios conseguem por que tem parlamentares que destinam emendas para bandas grandes”, disse o prefeito.
Ele ressalta que se o município optar em pagar um cachê alto pode prejudicar serviços essenciais.
O prefeito Toninho da Caridade, disse que o teto é semelhante ao que foi aprovado em Pernambuco.
“Os municípios com maiores arrecadações podem levar mais de um, dois ou três shows de acordo com as condições financeiras e isso equipara com cidades de porte menor”, disse o gestor.
O presidente da APPM, Pompílio Evaristo Lira, disse que o teto para shows artísticos é uma discussão das associações do país, em especial no Nordeste.
“Somos a favor das festividades e o que ela representa para a alegria, a cultura e a tradição, mas a cada dia que passa está mais difícil de serem realizadas pelo alto valor do cachês, sem nenhuma justificativa, para esse aumento exponencial”, disse Pompílio.
Segundo ele, grande maioria dos prefeitos não consegue realizar as festividades do calendário do município, por conta dos cachês artísticos que aumentaram absurdamente.
“Nosso objetivo não é botar preço, e sim colocar um critério, um limite, para que a gente possa economizar e fazer as nossas festividades dentro da realidade dos nossos municípios. Sejam as cidades que tem mais condição, sejam as que tem potencial menor. Questão da empatia municipalista”, disse.
Segundo o presidente da APPM, 97% dos prefeitos eram a favor de definir um teto para contratação de shows artísticos.





