PF cumpre mandados de busca e apreensão em escritório de contabilidade em Teresina
Em 2024, o escritório foi alvo da Operação Conectados. A época, foram cumpridos 9 mandados em Teresina e dois em Oeiras.

Uma empresa de contabilidade foi alvo de operação da Polícia Federal na manhã desta terça-feira (02), no bairro Joquei, zona Leste de Teresina. Ao todo 12 mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos nas cidades de Teresina e Oeiras, no Piauí.
Esta é a segunda fase da Operação Conectados, deflagrada inicialmente em 2024.
A PF investiga um grupo que utilizaria contratos de assessoria com prefeituras suspeito de fraudar licitações, praticar corrupção, lavar dinheiro e ocultar os reais beneficiários de contratações firmadas com municípios piauienses.

“Esta segunda fase busca aprofundar a apuração sobre a estrutura do grupo, a função de cada investigado, a movimentação dos valores e a possível continuidade das práticas criminosas. Durante as diligências, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos, registros financeiros e valores em espécie sem origem lícita comprovada”, afirma a PF em nota à imprensa.
Técnicos da Controladoria Geral da União (CGU) acompanham a operação, já que a investigação teve início após CGU apontar irregularidades em contratos firmados por uma empresa de informática com municípios do Piauí, com uso de recursos federais destinados à saúde e à educação.
Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e outros delitos eventualmente identificados no curso da investigação.
Em 2024, o escritório foi alvo da Operação Conectados. A época, foram cumpridos 9 mandados em Teresina e dois em Oeiras. Além disso, foi realizado sequestro de bens e valores para combater desvio de recursos públicos. No escritório, a PF apreendeu R$ 1,6 milhão em espécie.

O escritório presta serviço para diversas prefeituras do Piauí, dentre elas, o município de Oeiras que é o alvo principal da Operação Conectados. Esta operação se iniciou após um relatório da CGU apontar indícios de fraude e direcionamento das contratações em benefício de uma determinada empresa, que foi recentemente constituída com sede em Teresina e já foi vencedora de diversas disputas públicas em municípios piauienses, principalmente em Oeiras.
A CGU destacou que somente em Oeiras, a empresa já recebeu pagamentos de, aproximadamente, R$ 4,5 milhões, e como foi identificado um sobrepreço, “isso representou prejuízo ao erário e restringiu ainda mais os recursos que deveriam ser aplicados nas políticas públicas em benefício da população do município, inclusive nas áreas da saúde, educação e assistência social”.






