Protesto contra escala 6×1 reúne trabalhadores e movimentos sociais em Teresina
O representante da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Gervásio Santos criticou a proposta de transição apresentada no Congresso e defendeu a redução imediata da jornada.

Um ato em defesa da redução da jornada de trabalho e contra a escala 6×1 foi realizado na manhã desta terça-feira (27), na Praça Rio Branco, no Centro de Teresina.
A manifestação reuniu trabalhadores, estudantes, sindicatos e movimentos sociais que defendem o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador tem apenas um dia de folga por semana, e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores do Piauí (CUT-PI), Odaly Medeiros, afirmou que a mobilização ocorre em diversas cidades do país como forma de pressionar o Congresso Nacional a aprovar mudanças na jornada de trabalho.
“Sem dúvida, o dia de hoje vai ficar marcado na história do nosso país. O Brasil todo está realizando atos para pressionar o Congresso. Eu não sei estimar quantos milhões de brasileiros e brasileiras terão mais tempo para ficar com a família, ter qualidade de vida, até porque hoje se registra, em vários segmentos da sociedade, um nível de adoecimento muito grande. Então, fim da escala 6×1”, destacou.
Na segunda-feira (25), o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), anunciou que o relatório final da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala 6×1 terá um período de transição de um ano para reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas.
O representante da Central Sindical e Popular (CSP-Conlutas), Gervásio Santos criticou a proposta de transição apresentada no Congresso e defendeu a redução imediata da jornada.
“Nós não podemos permitir o acordão que foi feito, que é aprovar agora 42 horas de jornada para, daqui a 60 dias, ter a escala 5×2 e, depois, no próximo ano, ter a jornada de 40 horas. Então, neste exato momento, estamos na rua pressionando o Congresso e o governo”, afirmou.
Já Neide Carvalho, representante da Central de Movimentos Populares, defendeu mudanças na jornada de trabalho como forma de garantir mais qualidade de vida aos trabalhadores, especialmente às mulheres.
“Hoje é um dia histórico e fundamental para homens, mulheres, trabalhadores e todas as pessoas do Brasil estarem na rua ou nos seus espaços, seja em casa ou nas redes sociais, repetindo essa frase: nós queremos o fim da escala 6×1, escala 5×2 já, com redução da jornada de trabalho, porque isso é qualidade de vida, é direito do trabalhador. Então, o Congresso precisa entender que somos maioria no país e chega”, declarou.






