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Garis fazem protesto em Teresina e paralisam trecho da Avenida Frei Serafim

Cerca de 2 mil trabalhadores também se manifestaram contra as condições insalubres de trabalho na capital e defenderam o fim da escala 6x1.

Garis e trabalhadores da capina e da coleta de lixo de Teresina paralisaram a Avenida Frei Serafim, na manhã desta sexta-feira (15), para pedir a aprovação do Projeto de Lei 4146, que regulamenta o piso salarial da categoria. Cerca de 2 mil trabalhadores também se manifestaram contra as condições insalubres de trabalho na capital e defenderam o fim da escala 6×1.

O presidente do Sindicato dos Empregados das Empresas de Asseio e Conservação do Piauí (Seeacep), Jônatas Miranda, afirmou que o Governo Federal já sinalizou interesse em sancionar o projeto, mas, antes disso, ele precisa ser colocado em pauta no Senado Federal.

“O senador Davi Alcolumbre não coloca o projeto em pauta, não recebe a gente. Ele chegou a marcar uma agenda conosco há dois dias. Tivemos que comprar uma passagem às pressas para ir a Brasília e, quando chegamos ao gabinete do senador, a secretária disse que nem sabia dessa agenda, que ele não tinha marcado e estava em compromisso pessoal. Então, isso mostra que ele não tem interesse em resolver o problema. Hoje, nós damos a resposta: não só Teresina, mas o Brasil inteiro está cruzando os braços. Todas as capitais do país não terão coleta de lixo até que o senador entenda que quem manda no país não é ele, e sim o povo”, afirma.

A manifestação interrompeu o trânsito em uma das faixas da avenida, e ônibus ficaram parados no sentido Centro-Leste, aderindo ao movimento. A Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (Strans) realizou o controle do tráfego, que ficou congestionado durante o protesto.

Os trabalhadores também denunciaram as condições insalubres enfrentadas diariamente, como a forte exposição ao sol e o risco à integridade física provocado pelo descarte irregular de materiais.

O Projeto de Lei prevê piso salarial de R$ 3.036, adicional de insalubridade linear de 40% e aposentadoria especial. Segundo o sindicato, atualmente, em Teresina, os trabalhadores recebem um salário mínimo, com diferentes percentuais de insalubridade. Diariamente, a rotina desses profissionais inclui o deslocamento em transporte fornecido pela empresa até os locais de trabalho, com jornada de 8 horas diárias e 44 horas semanais. Por isso, a categoria também defende o fim da escala 6×1.

“Hoje, 100% dessa frota está parada. A Prefeitura notificou, não entendeu e não aceitou o motivo da paralisação, mas nós, representantes sindicais dos trabalhadores, assumimos essa luta. Espero que o prefeito tenha sensibilidade e não queira prejudicar esses trabalhadores, mas entenda que eles merecem dignidade. Teresina é uma capital que castiga muito o gari, então ele precisa compreender isso. Hoje, o inimigo do trabalhador é o Senado Federal”, finaliza.

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