Notícias

Porto Piauí recebe 1º navio de carga e Rafael Fonteles reage: “dia histórico”

O governador Rafael Fonteles foi pessoalmente acompanhar a chegada do navio, fez sobrevoo na região e se emocionou ao verificar a chegada do cargueiro.

O navio graneleiro Konta II chegou na tarde desta segunda-feira (29) no Porto Piauí, em Luís Correia, litoral do estado e é um marco para o estado. É a primeira atracação de navio de carga de sua história realizado pela Companhia Porto Piauí. Serão transportadas cerca de 100 mil toneladas de minério de ferro para a China. O governador Rafael Fonteles foi pessoalmente acompanhar a chegada do navio, fez sobrevoo na região e se emocionou ao verificar a chegada do cargueiro.

O navio chegou no canal de navegação do Porto Piauí por volta das 16h. Navegando entre 5 e 3 nós de velocidade (equivalente a 5 km/h a 16 km/h), a embarcação fez a manobra na bacia de evolução e atracou por volta de 17h. O navio Konta II atracou no Berço 401, destinado ao desembarque de minério de ferro.

O Konta II é um navio graneleiro com 109 metros de comprimento e 26,8 metros de largura. Ele tem capacidade de transportar cerca de 9 mil toneladas de minério de ferro por viagem. Após receber a carga, ele irá transferi-la para um navio de classe oceânica.

“Pela primeira vez, um navio de grande porte chega ao Porto Piauí, em Luís Correia. Essa operação representa um marco para a infraestrutura logística do nosso estado e inaugura uma nova fase para o desenvolvimento econômico do litoral piauiense. Aqui já temos terminais em implantação, entre eles o de minério de ferro. Esse terminal vai permitir o embarque de mais de 100 mil toneladas em um único navio”, disse o governador.

Rafael Fonteles destacou outro fato marcante, já que o Porto Piauí vai fazer a primeira operação comercial com minério de ferro produzido totalmente no estado, na cidade de Piripiri. Segundo o governador é uma operação bastante difícil, devido a logística para transportar o minério.

O governador agradeceu o apoio da Marinha, da Receita Federal, da Agência Nacional de Transporte Aquaviário e da Polícia Federal.

Para o presidente da Porto Piauí, Raimundo Dias, a atracação marca uma data que ficará marcada na história do Piauí como o início de um novo capítulo.

“O que se inicia hoje é fruto de anos de trabalho de dezenas de profissionais que formam a Companhia Porto Piauí. Hoje, tornamos realidade o que tanta gente insiste em dizer que é impossível”, comentou Raimundo Dias.

Os primeiros estudos do Porto de Luis Correia iniciaram na década de 60, mas somente no governo do presidente Ernesto Geisel, em 1976 as obras da estrutura foram iniciadas.

Em 1986, dez anos após o início da construção, aconteceu a primeira paralisação por falta de recursos.

Em 2008 (22 anos depois), o governo de Wellington Dias, anunciou a retomada da obra com investimento de R$ 10 milhões para recuperar a estrutura danificada ao longo do tempo.

Ao longo dos anos foram investidos cerca de R$ 390 milhões.

Em 2011, fiscalização do TCU constatou irregularidades e o governo rescindiu contrato com a empresa. De lá pra cá, a obra seguiu lenta e no governo Rafael Fonteles buscou experiências do exterior para alavancar o Porto.

Segundo o governo do estado, o principal impacto para o Piauí é permitir que empresas locais possam exportar e importar produtos pelo litoral do estado, gerando riqueza e trazendo impostos para o estado.

Hoje, a ida e vinda de produtos acontecem pelos portos de Itaqui, no Maranhão, e Pecém, no Ceará, deixando recursos nesses dois estados. De acordo com o governo, o Piauí perde em arrecadação cerca de R$ 300 milhões por ano só por chegar no Porto de Itaqui, em São Luís (MA).

O Porto Piauí contempla quatro terminais: Terminal de Pescado, Terminado de Grãos e Fertilizantes, Terminal de Cargas e Descargas e o Terminal de Hidrogênio Verde e Amônia.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo