FMS confirma falta de medicamentos nas UBSs e pede prazo para regularizar
A audiência foi convocada após o desabamento do teto de uma UBS na Vila São Francisco, na zona Norte de Teresina.
A Câmara Municipal de Teresina realizou, nesta segunda-feira (04) uma audiência pública para discutir a situação das Unidades Básicas de Saúde (UBS) da capital. Durante o debate, a Fundação Municipal de Saúde (FMS) confirmou a falta de medicamentos e insumos nas unidades, revelou problemas estruturais e apresentou medidas em andamento para regularização. A audiência também foi marcada por manifestações de aprovados em concurso público da FMS, que cobraram a convocação.
A audiência foi convocada após o desabamento do teto de uma UBS na Vila São Francisco, na zona Norte de Teresina.
A presidente da fundação, Leopoldina Cipriano, informou que a gestão encontrou unidades com limitações de estrutura e relatou dificuldades com contratos anteriores de manutenção.
“Encontramos as unidades básica de saúde sem a menor estrutura, nós passamos o período da pandemia e depois uma gestão pouco comprometida em manter essa estrutura. Desde que nós assumimos, tivemos problemas com empresas que não cumpriram contratos, foram mais de 360 ordens de serviço que não foram atendidas”, afirmou.
Segundo ela, a FMS rescindiu contratos, aderiu a atas de registro de preços e concluiu uma nova licitação própria para manutenção das unidades, com contrato finalizado na semana passada. A gestora informou ainda que há recursos de emendas parlamentares superiores a R$ 15 milhões destinados à manutenção. “Nós já temos uma empresa licitada pela Fundação Municipal de Saúde, o contrato foi finalizado na semana passada. Com isso, vamos dar andamento nas obras e garantir a manutenção das unidades”, declarou.
Em relação aos insumos, a presidente da FMS confirmou que ainda há falta de medicamentos, apesar de medidas adotadas recentemente. “Ainda falta, seria mentiroso se eu dissesse que não falta insumo. Fizemos mais de 150 processos licitatórios e também um processo emergencial de R$ 10 milhões para suprir o que estava faltando. Além disso, criamos uma ferramenta de credenciamento para agilizar a compra de materiais”, disse.
Leopoldina Cipriano também apresentou estimativa para regularização dos processos administrativos e informou que a recuperação estrutural das unidades será gradual. “Acredito que dentro de um ano o processo licitatório não será mais um problema, mas a estrutura exige um prazo maior, porque estamos priorizando as unidades em situação mais crítica”, acrescentou.
Propositor da audiência, o vereador João Pereira afirmou que o objetivo foi reunir informações para subsidiar ações do Legislativo e buscar recursos. “Essa audiência pública vai permitir receber dados concretos para dar o segundo passo, que é unir forças com deputados, senadores e o Ministério da Saúde para alocar mais recursos. O teresinense já espera há um ano e meio por respostas”, afirmou.
Durante a audiência, aprovados em concurso público da FMS também se manifestaram e cobraram convocação, apontando a necessidade de reforço no quadro de profissionais para melhorar o funcionamento das unidades de saúde.





