
Um crime bárbaro chamou a atenção na madrugada desta quinta-feira (16), em Teresina. Gutemberg Pereira da Silva, de 33 anos, foi assassinado com pelo menos 17 tiros no banheiro da casa onde morava, no bairro Porto Alegre. O crime chama a atenção por envolver familiares da vítima, além da extensa ficha criminal de Gutemberg.
Um grupo criminoso composto por cinco homens mascarados foi até a residência do pai de Gutemberg e o sequestrou. Em seguida, os suspeitos atravessaram a rua e foram até a casa onde a vítima dormia.
Eles utilizaram o pai de Gutemberg como escudo humano para entrar no imóvel. No local, a mãe, o irmão e um recém-nascido, que estava com a mãe, foram rendidos. Gutemberg foi encontrado no banheiro, onde dormia, e executado com 17 disparos de arma de fogo.
Segundo o delegado Danúbio Dias, Gutemberg possuía uma extensa ficha criminal e, desde 2015, era investigado por envolvimento em homicídios, latrocínio e tráfico de drogas. Ele era considerado uma pessoa de extrema periculosidade.
“O óbito foi imediato. Trata-se claramente de uma execução. A vítima eu já venho prendendo desde 2015 por um homicídio ocorrido na Vila Irmã Dulce, o primeiro homicídio da vítima. De lá para cá ele vem recorrentemente sendo posto em liberdade e preso novamente. Tem uma ficha criminal enorme e só para você ter uma ideia, em 2018, eu o entrevistei no sistema prisional, ele tinha perdido um rim e foi posto em liberdade por conta disso. Logo depois ele cometeu um latrocínio na região de Água Branca. O departamento trabalha com a hipótese de que ele foi executado pelos rivais já que ele era assumidamente integrante de uma facção criminosa. É um indivíduo que vem colecionando inimigos a mais de uma década”, explica.
O delegado Danúbio Dias informou que a última prisão de Gutemberg ocorreu no ano passado, durante as investigações sobre o assassinato de Bartolomeu Gabriel. Na época do crime, Gutemberg foi apontado como um dos participantes diretos da tortura e da morte da vítima. Por esse crime, ele estava preso, mas foi colocado em liberdade no dia 3 de julho.
“Na ocasião ele sequestrou o Bartolomeu no Clube do River e levou até o apartamento dele onde o Bartolomeu Gabriel foi torturado, em seguida foi executado, teve o corpo enterrado, desenterrado e por fim abandonado. Ele estava preso por esse crime e por envolvimento com organização criminosa, o Bonde dos 40″, conta.
Na consulta ao nome de Gutemberg, a polícia identificou cerca de 16 procedimentos criminais contra ele, incluindo roubo, posse ilegal de arma de fogo, receptação, tráfico de drogas, latrocínio, homicídio doloso e violência doméstica.
“A grande maioria desses crimes praticados por ele é de crimes violentos contra pessoas. Me lembro que em 2016 o prendemos com arma de fogo, ele foi solto, tentamos prender ele novamente, ele deixou cair o celular, e esse celular revelou que ele era envolvido com tráfico de drogas”, finaliza o delegado.




