“PL não é puxadinho de ninguém”, diz Tiago Junqueira ao explicar possível união ao PP
Durante a entrevista, Toni Rodrigues criticou a estratégia adotada pelo PL nas eleições de 2022, quando a legenda retirou a candidatura do coronel Diego Melo ao Governo para apoiar Silvio Mendes.

O assunto da semana envolve a possível aliança antecipada entre o PL e o Progressistas de Ciro Nogueira ainda no primeiro turno de 2026. Em resposta às falas do pré-candidato ao governo do estado pelo PL Toni Rodrigues à TV Cidade Verde, o presidente estadual do PL, Tiago Junqueira, quebrou o silêncio ao rechaçar qualquer “acordão”, garantindo que a sigla não é “puxadinho de ninguém” e prometeu uma decisão para a próxima semana.
“Essa eventual aliança do PL com o Progressistas ainda no primeiro turno está sendo amadurecida com muita calma. A situação atual é bem diferente de 2022; estamos em pré-campanha e não há nenhum acordão, barganha ou traição debaixo do pano. O que avaliamos é qual a melhor estratégia para o PL, que não é puxadinho de nenhum partido, e como melhorar o desempenho do Flávio Bolsonaro, que não deixará de ter palanque no Piauí de forma alguma”, destacou com exclusividade à coluna.
Ao mesmo tempo, Tiago Junqueira tenta acalmar os ânimos da ala mais ideológica da direita piauiense, assegurando que o palanque de Flávio Bolsonaro no estado está blindado e prometeu o anúncio da decisão final até a semana que vem, em um claro apelo pela unidade dos ‘patriotas’, independente do rumo que o partido tomar.
“Os conselheiros nacionais levam em conta que as eleições para o Senado e para a Câmara Federal são decididas no primeiro turno, sem chance de segundo turno. O segundo maior objetivo do PL Nacional é justamente eleger essa bancada no Congresso. Por isso, pesamos se é melhor fechar a aliança agora ou no segundo turno para o Governo do Estado. Ouvimos as manifestações e a entrevista do Toni hoje, e a decisão será tomada em breve, até a semana que vem. Esperamos que todos os patriotas e a direita compreendam e se unam ao caminho que o PL escolher”, concluiu Tiago Junqueira à coluna.
O fator Valdemar: O controle do Congresso é o segundo maior objetivo da cúpula nacional do PL, por isso há uma maior admissibilidade em relação ao possível fim da pré-candidatura majoritária ao governo do Piauí.
Durante a entrevista, Toni Rodrigues criticou a estratégia adotada pelo PL nas eleições de 2022, quando a legenda retirou a candidatura do coronel Diego Melo ao Governo para apoiar Silvio Mendes. Na avaliação dele, a decisão impediu que o partido fortalecesse sua identidade política no estado e prejudicou o crescimento da legenda para as eleições seguintes.
“Eu considero que o partido não deve insistir nos erros do passado recente. O PL precisa ter candidatura própria para construir um projeto político de longo prazo e fortalecer sua participação nas próximas eleições”, afirmou.
Caso o PL confirme apoio ao Progressistas, Toni Rodrigues afirmou que respeitará a decisão partidária, mas disse que não acompanhará o projeto político da aliança. “Do jeito que eu não posso obrigar o PL a ter candidatura própria, o partido também não pode me obrigar a votar em um projeto com o qual eu não concordo”, disse.




