Rafael confirma convenção no dia 25 e defende autonomia dos partidos
Antes do ato conjunto, cada legenda deverá realizar a própria convenção para oficializar candidatos e deliberar sobre as coligações.

O governador Rafael Fonteles (PT), candidato à reeleição, confirmou que a convenção do bloco governista será realizada no próximo dia 25 de julho. O evento reunirá os partidos que formarão a aliança para a disputa pelo Governo do Piauí, Senado Federal, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.
Antes do ato conjunto, cada legenda deverá realizar a própria convenção para oficializar candidatos e deliberar sobre as coligações. A expectativa do governador é que oito, nove ou até dez partidos participem inicialmente da aliança.
Fonteles afirmou que as articulações continuam abertas e que outras legendas poderão aderir ao grupo até o encerramento do prazo das convenções partidárias, em 5 de agosto. Segundo ele, os convites para o evento já começaram a ser encaminhados.
“Está confirmado para o dia 25. Teremos as convenções de cada partido. Depois haverá um ato final com toda a aliança. Devemos começar com oito, nove ou dez partidos. Outras legendas ainda poderão fazer adesão”, disse.
O governador destacou que o diálogo político será mantido até a definição das chapas e das estratégias eleitorais. Ele ressaltou que os partidos possuem autonomia para decidir se lançarão candidaturas próprias nas disputas proporcionais.
Ao comentar a decisão do PDT de apresentar uma chapa de candidatos a deputado federal, Fonteles afirmou que sua participação nas discussões ocorre por meio de aconselhamento, e não de imposição. Inicialmente, havia a expectativa de concentração das candidaturas federais em um número menor de partidos.
“Eu não delibero, eu aconselho. A deliberação pertence aos partidos. Cada legenda tem liberdade para escolher o melhor caminho. As orientações foram apresentadas com base na eficiência eleitoral. A decisão final não é minha”, afirmou.
Fonteles explicou que as conversas buscam aumentar as chances de eleição dos candidatos aliados, mas reconheceu que cada partido possui interesses, estratégias e organização próprios. Segundo ele, caberá às legendas escolher os nomes e definir a composição das chapas.
O governador afirmou que o objetivo é organizar candidaturas proporcionais competitivas e garantir a unidade em torno das chapas majoritárias. A aliança deverá oficializar os candidatos ao Governo do Estado e às duas vagas do Piauí no Senado.
Fonteles informou ainda que o plano de governo para a tentativa de reeleição está em fase final de elaboração. O período destinado ao recebimento de contribuições pelas plataformas digitais foi encerrado no último dia 10.
A expectativa é que o documento esteja concluído até a convenção, quando deverá ser apresentado à sociedade. Após o lançamento, o grupo governista pretende realizar plenárias para detalhar as propostas e discutir as prioridades para um eventual segundo mandato.
Ao ser questionado sobre pesquisas eleitorais, o governador disse que evitará comentar os levantamentos até o início oficial da campanha, em 16 de agosto. Ele afirmou que acompanha com maior atenção as pesquisas administrativas, utilizadas para avaliar os serviços públicos e corrigir problemas nas áreas com menor aprovação.
Fonteles também destacou que a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na campanha deverá contribuir com as candidaturas da base governista no Piauí. Segundo ele, o desempenho nacional do presidente poderá influenciar as disputas pelo governo estadual, Senado e cargos proporcionais.




